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'Vamos enfrentar a crise gerando emprego', afirma Dilma no Ceará

'Vamos enfrentar a crise gerando emprego', afirma Dilma no Ceará

Atualizado: Quinta-feira, 11 Agosto de 2011 as 4:25

Presidente Dilma durante visita a terminal portuário

no Ceará (Foto: Roberto Stuckert / Presidência)

  A presidente Dilma Rousseff reafirmou nesta quinta-feira (11), em Fortaleza (CE), que o Brasil vai enfrentar a crise financeira internacional, que afeta principalmente a Europa e os Estados Unidos, investindo em projetos que geram emprego.

Ela reiterou que a economia brasileira continuará crescendo e não entrará em recessão. Na noite de quarta, em discurso para empresários da construção civil em São Paulo , ela já havia afirmado que, apesar da crise global, o país não passará por um processo recessivo.

“Hoje, estamos mais fortes para enfrentar a crise. Nós não vamos enfrentar a crise com recessão. Vamos enfrentar a crise com mais projetos, com obras como este Porto de Pecém. Vamos enfrentar a crise gerando emprego, assegurando renda e defendendo o mercado interno”, afirmou a presidente durante a inauguração do terminal de múltiplo uso do Porto de Pecém.

De acordo com a presidente, é precido "defender" os postos de trabalho já existentes e criar novos empregos. "Nós somos um país capaz de ter uma atitude muito proativa diante da crise. Não só nos defendemos, como somos capazes de criar na crise as verdadeiras oportunidades que levarão nosso país à frente. É assim que continuaremos a enfrentar a crise, gerando mais riqueza, mais oportunidades e defendendo os nossos postos de emprego e de trabalho."     Para a presidente, os países desenvolvidos não se recuperaram da última crise econômica internacional, que teve seu ápice em 2008, porque concentraram esforços na recuperação do sistema financeiro, em vez de investir em geração de emprego e manutenção do mercado interno.

“Nos últimos anos, ao invés de resgatar as pessoas, se resgatou o sistema financeiro. Por isso, o mundo não saiu da crise. Nós saímos da crise graças à política desenvolvida pelo presidente Lula”, afirmou.

Dilma citou as reservas internacionais do Brasil para dizer que o país está mais preparado para enfrentar a atual crise financeira do que a de 2008.

“Hoje, estamos mais fortes para enfrentar a crise. Quando a crise começou, em 2008, tínhamos algo como US$ 210 bilhões de reservas internacionais. Hoje estamos chegando a US$ 350 bilhões”, declarou.

A presidente também defendeu investimentos em tecnologia para que o Brasil passe a exportar produtos de maior valor agregado. Ela afirmou que, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o país voltou a investir em siderurgia e na indústria naval.

"Nosso país, que será grande produtor de petróleo, não pode ser exportador de óleo bruto. Tem que ser exportador de produtos com valor agregado.[...] Nós não seremos país prestador de serviços, seremos um país que cria indústria, cria mercados diferenciados para seus produtos, investe em siderugia e também investe em educação", afirmou.

Dilma afirmou que o Porto de Pecém e a companhia siderúrgica que será construída no local representam uma “vitória” contra a ideia de que o Nordeste não podia se industrializar.

“O que vemos hoje aqui é a vitória contra a inércia tradicionalista, o pensamento do atraso que prendia o Brasil todo a uma armadilha de submissão a um pensamento que não olhava para a tradição regional do Brasil”, disse.

Siderúrgica

Dilma discursou durante a cerimônia de início das obras de terraplanagem da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). O evento aconteceu no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante (CE).

Na mesma ocasião, foram inaugurados a correia transportadora de minério do Complexo Industrial e o novo Terminal de Múltiplo Uso (TMUT).

A CSP será construída pela empresa de mineração Vale, em parceria com as empresas coreanas Dongkuk Steel e Posco.

O empreendimento terá capacidade para a produção de 3 milhões de toneladas métricas por ano de placas de aço, com potencial de expansão para 6 milhões de toneladas na segunda fase. De acordo com o Planalto, a siderúrgica produzirá energia elétrica para consumo próprio e o excedente será disponibilizado ao mercado nacional.

Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), serão gerados 23 mil empregos diretos e indiretos na primeira fase da obra, com prioridade para contratação de mão de obra local e regional.          

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