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Vândalos destroem 1/5 das lixeiras de SP todos os anos

Vândalos destroem 1/5 das lixeiras de SP todos os anos

Atualizado: Segunda-feira, 1 Novembro de 2010 as 12:04

As lixeiras espalhadas na capital paulista são alvo constante de vandalismo. Basta um passeio por ruas movimentadas para observar o resultado da ação desses infratores. Anualmente, das 35 mil lixeiras instaladas em São Paulo, cerca de 7 mil têm de ser trocadas anualmente – percentual correspondente a 20% – de acordo com a Prefeitura.

O G1 percorreu algumas vias de São Paulo e constatou que a situação é alarmante. Das 455 lixeiras verificadas em oito vias movimentadas, 100 estavam danificadas (cerca de 22%). O Centro era a região com mais lixeiras queimadas, furtadas ou trincadas. Na Avenida São João, dos 52 recipientes de plástico acinzentados espalhados pelas calçadas, 26 deles (ou 50%) haviam sofrido algum tipo de depredação.

A população desaprova o vandalismo. “É um problemão. Colocam a lixeira de manhã e, no dia seguinte, já está quebrada”, disse o taxista Claudio Antonio da Silva, de 60 anos. “Depois o lixo fica espalhado. A maior nojeira.”

Na Avenida Sapopemba, via com mais de 20 quilômetros situada na Zona Leste, 32 das 80 lixeiras estão quebradas, o que representa 40% do total. Os moradores da região reclamam da ausência de cestos, principalmente nos extremos da avenida. “Quando tenho lixo na mão, coloco na bolsa e só jogo fora na lixeira de casa”, afirmou a cuidadora de idosos Francineide Ferreira, de 50 anos.   O trecho entre os números 15.000 e 21.000 não possui nenhuma lixeira pública inteira, de acordo com levantamento feito pela reportagem. “Aqui é assim mesmo. Uma perdida num canto, outra quebrada em outro”, afirmou. Segundo a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, os critérios utilizados para definir quantos cestos serão instalados em determinada rua levam em conta o número de pessoas que passam por lá e a presença ou não de pontos de ônibus.

Na Rua Voluntários da Pátria, em Santana, Zona Norte, por exemplo, a maior parte dos 67 cestos se concentravam na área comercial e onde havia paradas de coletivos, entre os números 1.600 e 2.500. Nesse trecho também concentravam-se os 24 lixos depredados. Havia problemas também em 13 das 34 lixeiras na Avenida Professor Vicente Rao, no Brooklin, Zona Sul. Na Avenida Roque Petroni Júnior, no mesmo bairro, um dos dez cestos estava quebrado.

As avenidas Engenheiro Luís Carlos Berrini, também no Brooklin, Pedroso de Morais, em Pinheiros, Zona Oeste, e Paulista, as lixeiras estavam bem conservadas. Na primeira, das 20 listadas, apenas duas estavam quebradas. Na Pedroso, não havia cestos depredados.

Paulista

A Paulista foi a avenida visitada pelo G1 com maior número de lixeiras. A reportagem contou 143, todas fixas. Ao contrário das outras vias, todos os quarteirões desse cartão postal de São Paulo tinham ao menos duas lixeiras reforçadas de concreto, material que dificulta a ação dos vândalos. Apenas duas estavam danificadas: uma na altura da Alameda Joaquim Eugênio de Lima e outra perto da Rua Itapeva. Ambas haviam sido derrubadas.

Para pedestres ouvidos pelo G1 , esse modelo de concreto é o ideal. “Devia ser assim em toda a cidade. Assim não teria problema e o lixo não acabaria espalhado nas ruas”, afirmou o vendedor Gilberto Pereira da Silva, de 37 anos. As subprefeituras foram acionadas para vistoriar os pontos com problemas na capital.    

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