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Varredura da polícia continua no 2º dia de ocupação do Alemão

Varredura da polícia continua no 2º dia de ocupação do Alemão

Atualizado: Segunda-feira, 29 Novembro de 2010 as 8:42

As forças de segurança que estão no complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, continuam com as varreduras nesta segunda-feira (29), segundo dia de ocupação. Policiais civis, federais e militares e soldados do Exército buscam traficantes e pontos de venda de drogas no conjunto de favelas.

Em entrevista no domingo (28), o secretário de Segurança de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, disse que os moradores estão colaborando com o trabalho dos agentes de segurança. Só no domingo, o Disque-Denúncia recebeu quase 300 ligações.

A pasta informou que, até as 20h de domingo (28), foram apreendidas 40 toneladas de maconha no complexo do Alemão. E a soma ainda pode aumentar nas próximas horas, conforme as drogas vão sendo contabilizadas. Ao menos 50 fuzis - um deles de fabricação austríaca, com grande poder de fogo - foram encontrados após a ocupação do território pelas tropas militares e policiais.

A apreensão de armas e drogas feita no primeiro dia no Alemão já é a maior da história do Estado do Rio de Janeiro, segundo informou o relações públicas da Polícia Militar, coronel Henrique Lima Castro.

A caminho da Rocinha

Beltrame afirmou que a ocupação do complexo Alemão mostra que o Estado está preparado para chegar a outras comunidades cariocas dominadas pelo tráfico, como a Rocinha e o Vidigal, na zona sul da capital fluminense. Beltrame disse que a operação no conjunto de favelas revelou que é possível acabar com a “crença de invencibilidade dos traficantes”.

- O complexo do Alemão era o coração do mal onde havia a convergência de marginais. Isso mostra uma perda de moral dos traficantes. Se chegamos no Alemão, chegaremos na Rocinha e chegaremos no Vidigal.

Beltrame informou, contudo, que não há a previsão para a instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no Alemão. Mas, ele destacou que a região permanecerá ocupada e policiada por tempo indeterminado por cerca de 2.700 agentes de seguranças – 1.200 PMs, 400 policiais civis, 300 policiais federais e 800 soldados do Exército.

A operação no complexo do Alemão faz parte da reação da polícia à onda de violência que tomou conta do Rio de Janeiro na última semana, quando dezenas de carros foram incendiadas em vários pontos do Rio de Janeiro e houve ataques a policiais. A ação dos criminosos foi vista pelo governo estadual como uma resposta às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) instaladas nos dois últimos anos em comunidades antes dominadas pelo tráfico.

Para conter os ataques, a polícia, com apoio das Forças Armadas, realizou uma grande ofensiva na última quinta-feira (25) na Vila Cruzeiro, forçando a fuga de centenas de traficantes para o vizinho complexo do Alemão, onde foram cercados nos dois dias seguintes.    

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