Veja repercussão no meio político dos três novos ministros de Dilma

Veja repercussão no meio político dos três novos ministros de Dilma

Atualizado: Segunda-feira, 6 Dezembro de 2010 as 10:04

Confira abaixo como foi a repercussão entre lideranças políticas do governo e da oposição do anúncio dos três novos ministros indicados para a equipe de Dilma Rousseff: Antonio Palocci para a Casa Civil; Gilberto Carvalho, para a Secretaria Geral da Presidência; e José Eduardo Cardozo para a Justiça.

Com esses, já são seis os nomes anunciados oficialmente. Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central) já tinham sido confirmados no mês passado.

Alvaro Dias, vice-líder do PSDB no Senado

Para o tucano, os nomes anunciados nesta sexta-feira mostram a influência de Lula nas escolhas da presidente eleita. Para criticar a escolha de Dilma para a Casa Civil, o senador lembrou denúncias e o escândalo da quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa que derrubou Antonio Palocci do ministério da Fazenda em 2006. Palocci foi posteriormente absolvido no Supremo Tribunal Federal.

"Não há como não admitir estar ele contaminado por fatos que não recomendam esta função. É uma postura de quem fecha os olhos para acontecimentos que não valorizam a equipe. É uma questão de modelo, é o modelo Lula de governar, de passar a mão na cabeça de quem comete irregularidades, contemporizar, ter uma postura de complacência. Há continuidade também nisso", afirmou o tucano.

Fernando Ferro, líder do PT na Câmara

O líder do PT destacou que Carvalho e Palocci já tiveram destaque no governo Lula e que Cardozo se destacou no Congresso. Ferro minimizou a queda de Palocci da Fazenda em 2006.

"Ali, foi uma situação que foi levada até mais por outros que agiram e ele assumiu aquela responsabilidade. Como pessoa, como técnico, como político, o saldo da atuação dele é positivo. Ele tem serviços prestados ao país e aquelas denúncias não dizem respeito à sua integridade e sua competência", disse o petista.

Ferro afirmou que as negociações com o PMDB continuam e que é preciso ter "calma" nessas conversas. "Está havendo um processo de negociação, que continua", afirmou.

Eduardo Cunha, vice-líder do PMDB na Câmara

O peemedebista elogiou os três escolhidos e também defendeu Palocci. "Dilma escolheu o melhor nome que tinha para a Casa Civil. Ele foi um excelente ministro da Fazenda e sua capacidade e competência vão dar um 'upgrade' ao governo da Dilma. Não vejo problemas nessa indicação".

Cunha não quis comentar os problemas na nomeação de ministros da "cota do PMDB". O deputado afirmou que, por acordo feito no partido, somente o vice-presidente eleito e presidente da legenda, Michel Temer, negocia com a presidente eleita.

José Agripino, líder do DEM no Senado

Agripino destacou que os nomes anunciados até agora mostram que o governo de Lula vai continuar e que a administração de Dilma não tem "marca própria". "É a continuação do governo que está terminando. Até agora ela não mostrou marca própria, os quadros petistas do ‘lulismo autêntico’ continuam".

Em relação ao Palocci, o líder do DEM lembrou que há ainda um "contencioso judicial", mas destacou que ele vai ser posto à prova por ter de fazer a interlocução com outros partidos. "O Palocci tem um contencioso judicial, mas é um quadro competente, hábil politicamente, dos melhores quadros que o PT tem. Ele vai desempenhar uma tarefa que necessita muita capacidade de articulação. Ele vai ser posto à prova".

O oposicionista minimizou os problemas enfrentados por Dilma para a formação de governo, mas destacou que possíveis ressentimentos agora poderão criar problemas no futuro. "Em começo de governo não há crise, mas mágoas e ressentimentos são guardados e podem voltar depois".

Rodrigo Rollemberg, líder do PSB na Câmara

O líder do PSB destacou que os nomes já eram esperados e classificou os três indicados como "unanimidades" dentro da base aliada. Ele afirmou que há "tranquilidade" em seu partido sobre a expectativa de indicações e fez elogios a Palocci.

"No caso do Palocci eu não vejo como uma volta por cima porque ele não estava em baixa. Ele é uma pessoa muito preparada, tem dialogo excelente com todos os partidos e parlamentares. Ele é um parlamentar, conhece bem a Casa, é bom gestor e é pessoa de confiança da presidente Dilma", afirmou o deputado.

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