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Vendaval destrói 20 casas em cidade no RS, diz Defesa Civil

Vendaval destrói 20 casas em cidade no RS, diz Defesa Civil

Atualizado: Sexta-feira, 23 Julho de 2010 as 7:24

O vendaval que atingiu as cidades de Canela e Gramado, no Rio Grande do Sul, na noite de quarta-feira (21), danificou mais de 210 casas, segundo a Defesa Civil do estado. Em Canela, município que registrou mais prejuízos, foram pelo menos 11 atendimentos de pessoas com ferimentos leves. Mais de 200 casas foram atingidas, cem ficaram destelhadas e 20, destruídas.

Um levantamento preliminar, segundo Sandro Cazzanelli, coordenador da Defesa Civil de Canela, contabiliza dez desabrigados (que tiveram de sair de casa e devem seguir para abrigos públicos), nos seis bairros atingidos. Já os desalojados (que devem ficar em casas de parentes e amigos) devem passar de cem. Não houve óbitos.

Em Gramado, de acordo com o Corpo de Bombeiros, foram apenas oito ocorrências de residências atingidas, e não houve feridos. O G1 havia informado anteriormente que 13 pessoas ficaram feridas nas duas cidades, segundo balanço de dois hospitais.

De acordo com a meteorologista Priscila Monteiro, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não é possível afirmar se o vendaval que atingiu o Rio Grande do Sul foi um tornado. “Apesar de eventuais evidências nos estragos causados, como árvores retorcidas, só podemos dizer se ocorreu ou não um tornado se houver uma prova visual, ou seja, se alguém tiver registrado, em foto ou vídeo, o fenômeno”, diz. Segundo os registros do Inmet, o pico de vento da noite de quarta-feira (21) foi registrado em Canela, com ventos de 124km/h. Em São José dos Ausentes, houve registro de ventos de 90km/h. Em outras áreas do Rio Grande do Sul, as rajadas ficaram entre 70 e 80 km/h.

O vendaval, segundo Priscila, pode ter sido causado por áreas de instabilidade que atuam sobre a região e nuvens carregadas.

Já se o fenômeno for um tornado, ele tem outras características de formação. “Sairia de uma nuvem no formato de um funil, devido à mudança brusca da direção dos ventos. Os ventos giram, circulam.” A meteorologista explica que não é possível prever um evento como esse com os equipamentos que temos no Brasil.

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