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Vereador de Campanha, no Sul de MG, nega venda de anfetaminas

Vereador de Campanha, no Sul de MG, nega venda de anfetaminas

Atualizado: Quinta-feira, 31 Março de 2011 as 9:13

O presidente da Câmara Municipal de Campanha, Pedro Messias Alves, de 43 anos, prestou depoimento em uma delegacia na cidade, nesta quarta-feira (30). Ele é suspeito de vender anfetaminas, comprimidos conhecidos como rebite, para caminhoneiros no posto de gasolina que possui às margens da rodovia Fernão Dias. No depoimento, ele negou as acusações, segundo o delegado Fernando Gattini Júnior.   A denúncia foi levada ao ar na noite de domingo (27) pelo Fantástico, da Rede Globo.A reportagem mostrou, em vários pontos do país, flagrantes de venda de drogas em postos de combustíveis. Nas imagens aparecem o vereador e o frentista do posto, supostamente negociando a venda de anfetaminas e dando orientações sobre o uso do medicamento para manter os motoristas acordados durante as longas viagens. O vereador confirma ao produtor da reportagem que o pagamento poderia ser feito com cartão de crédito.

De acordo com o delegado Gattini Júnior, o presidente da Câmara disse que nunca ele ou qualquer funcionário do posto negociou os medicamentos no local. O advogado do vereador acompanhou o depoimento.

Gattini informou que as investigações começaram nesta segunda-feira (28) e o caso pode ter relação com o desvio de cargas. “A gente está aguardando mais esclarecimentos. Estamos analisando a possibilidade de ser desvio de carga, pelo fato do trecho da estrada Fernando Dias ter muito caso relacionado com furto, roubo e desvio de carga”, disse o delegado. Ainda segundo Gattini, outra hipótese é que alguma farmácia ou laboratório da região esteja facilitando o acesso aos remédios, que só poderiam ser vendidos com receita médica.

 Durante a tarde desta segunda-feira (28), equipes da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal cumpriram mandados de busca e apreensão no posto do vereador e do irmão dele, José Antônio Alves. No posto do irmão, foram encontradas cinco máquinas caça-níqueis. Elas estavam guardadas em um cômodo que fica nos fundos do estabelecimento.

De acordo com o vice-presidente da câmara, Gilson Procq, a suspeita de envolvimento do presidente da casa com a venda de anfetaminas foi recebida com surpresa e vai ser pedida a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “A gente ficou sabendo pela reportagem. Vai ser protocolado na câmara hoje um pedido de CPI. Como o próprio delegado falou, ainda não tem provas contundentes, não ouve flagrante. A câmara vai investigar se houve quebra de decoro, se denegriu a imagem da câmara”, disse.

No Ministério Público Estadual, a informação é de que a promotoria vai aguardar a investigação da polícia para se posicionar.      

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