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Vereador diz que aguarda sinal de Kassab para trocar DEM por PSD

Vereador diz que aguarda sinal de Kassab para trocar DEM por PSD

Atualizado: Quarta-feira, 23 Março de 2011 as 8:23

Há dez anos no PFL/Democratas, o vereador paulistano Domingos Dissei diz que vai deixar o partido para ingressar no Partido Social Democrático (PSD) do prefeito Gilberto Kassab e do vice-governador Guilherme Afif Domingos. Entre quatro e cinco parlamentares entre os 55 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo estudam convites para integrar a nova legenda, mas até mesmo os mais próximos do prefeito ainda hesitam.  

"Vou para o PSD. Vou junto com o prefeito. Estamos esperando um 'start' do prefeito para legalizar o partido", afirmou ao G1 . Dissei estima que quatro ou cinco vereadores, de dois ou três partidos, devem migrar para o PSD, mas não quis mencionar nomes.

O temor de ficar sem legenda às vésperas das eleições de 2012, quando podem renovar seus mandatos, dificulta a adesão ao PSD. Também pesa contra o novo partido o fato de ficar sem  tempo de televisão em 2012, uma vez que só terá parlamentares eleitos a partir de 2014.

Outro veterano do DEM, Carlos Apolinário, disse em plenário e ao G1 que não deve seguir o prefeito. "Eu continuo no DEM. Para o partido do Kassab, não vou, mas isso é muito pessoal, de cada um." Questionado se o DEM fará oposição ao prefeito, afirmou: "Não vou acompanhar o Kassab, mas não vou deixar de apoiar o que é bom para a cidade. Vamos agir como a gente sempre agiu. O que for bom para São Paulo, vamos votar favoravelmente", disse Apolinário.

Chamado por Kassab para a vida política, o vereador e dirigente do São Paulo Futebol Clube, Marco Aurélio Cunha, líder da bancada do DEM, disse que não deve deixar o partido. "Tenho ligação com ele muito grande, mas tenho minha responsabilidade de momento, a liderança do DEM e a Corregedoria. Vou analisar com muito carinho, foi ele que me convidou para o partido e me lançou candidato. Isso tem um peso muito grande na minha decisão", disse Cunha.

Potencial indicado para dirigir o DEM em São Paulo, o vereador Milton Leite afirmou que se depender dele não haverá punição contra os desertores. "Você está de brincadeira. Devo presidir o DEM. Acho que não vai sair ninguém, porque é dificil. É um incerteza total. Se o vereador sair agora, não fica filiado a partido nenhum", afirmou.

Integrante do DEM e mulher do deputado federal Jorge  Tadeu Mudalen (DEM-SP), a vereadora Sandra Tadeu afirma que não vai deixar o DEM. "Vai haver reforma política, estamos perto das eleições. Para mim, esse partido é só uma ilusão." Sandra Tadeu reclamou da exclusão do DEM, que tem oito vereadores, de todas as comissões da Câmara de SP. "A Câmara está sangrando desde agosto. A cidade de São Paulo está sangrando", afirmou ela.

Aliado de Kassab na disputa municipal em 2008, quando liderou parcela do PSDB que deu apoio ao prefeito, o vereador tucano Gilberto Natalini disse que, apesar da afinidade com Kassab, não vai deixar o partido que ajudou a fundar ao lado do ex-governador Mário Covas. "Eu sou o fundador número 8. Não vou sair", afirmou Natalini. Ele, no entanto, não escondeu a insatisfação com o PSDB.

"Não devo ir para novo partido. Sou fundador do PSDB, fundei a pedido do Mário Covas. Tenho postura muito queixosa sobre sua atuação, muito inoperante. As bandeiras do PSDB foram roubadas por outros partidos. Mas pretendo me manter no PSDB. Minha queixa e minha crítica são nacionais. A ideologia social democrata é muito frouxa. Prevalece a vaidade de pessoas e o ideal partidário. Não me conformo com isso", afirmou.

O líder da bancada do PSDB na Câmara de SP, Floriano Pesaro, afirmou que nenhum dos vereadores vai mudar de partido. "A garantia sou eu", afirmou.

Integrante do PSB, partido que tentou atrair Kassab, o vereador Eliseu Gabriel afirmou que o fato de o prefeito ter descartado nesta segunda-feira a possibilidade de fundir o PSD com o PSB não significa que essa hipótese esteja descartada no futuro. "Ele jamais diria isso agora", afirmou.      

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