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Vigilância autua três estabelecimentos em SP por desrespeito à lei antifumo

Vigilância autua três estabelecimentos em SP por desrespeito à lei antifumo

Atualizado: Sexta-feira, 7 Agosto de 2009 as 12

Técnicos da Vigilância Sanitária visitaram 417 bares, restaurantes e casas noturnas para fazer cumprir a lei antifumo, que entrou em vigor à zero hora desta sexta-feira, 7 de agosto, em todo o estado de São Paulo. O balanço, que diz respeito às visitas realizadas até as 7hs, aponta ainda que 90 proprietários foram orientados por não terem avisos a respeito da lei afixados nas paredes e apenas três estabelecimentos foram autuados.

Os técnicos da Vigilância Sanitária entraram em cena na madrugada uniformizados e preparados para fazer cumprir a lei. De bar em bar, os agentes tentaram seguir o rastro de fumaça.

Os 500 agentes que foram treinados pela Secretaria Estadual da Saúde saíram a campo, em todo o estado. Só na capital, são 250 fiscais. Eles vão trabalhar em duplas e a fiscalização será feita 24 horas por dia.

Em um bar em São Paulo, os garçons ganharam um novo uniforme, estampado com o símbolo de proibido fumar, e dispensaram algo que era muito pedido: o isqueiro. "Vai ter cliente, logicamente, que vai ficar nervoso. Meu isqueiro já sumiu, não tenho mais", disse o garçom Raul Vieira.

Para o ambulante José Luiz Souza Neto, a lei prejudicou seus negócios. Faz oito anos que ele trabalha como ambulante, vendendo isqueiros. “Estou muito preocupado, porque vai cair bastante, já estou sentindo até um pouco o impacto."

Mas nem todos respeitaram a lei. Em um bar em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, um cliente ignorou o aviso de proibição. Quando os fiscais chegaram, o garçom o avisou e, disfarçadamente, o cigarro foi jogado no chão.

Outro cliente, porém, não quis conversa, resistiu e até discutiu com o dono do bar. Teve cliente que também fez vista grossa para a nova lei em Campinas, a 93 km da capital paulista. Alguns clientes foram convidados a se retirar.

Os 400 cinzeiros de um bar em Sorocaba, a 99 km de São Paulo, perderam a utilidade. E o dono distribuiu todos eles para os clientes.

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