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Vigilância Sanitária fecha fábrica de geleia de mocotó em Campo Grande

Vigilância Sanitária fecha fábrica de geleia de mocotó em Campo Grande

Atualizado: Quinta-feira, 12 Maio de 2011 as 4:01

Delegado afirma que fábrica funcionava sem a devida documentação sanitária (foto: Tawany Marry)

  A Polícia Civil e a Vigilância Sanitária interditaram, nesta quinta-feira (12), uma fábrica de geleia e óleo de mocotó, no bairro Jardim Canadá em Campo Grande. De acordo com o delegado Adriano Garcia, titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), a empresa fabricava e armazenava produtos sem possuir os documentos sanitários exigidos.

A geleia era distribuída no mercado local, e cada peça era era vendida a R$ 3,50. Garcia disse que a Polícia Civil foi acionada pela Vigilância Sanitária, que tentava inspecionar o local desde 2009, mas a equipe era barrada pelo proprietário.

Nesta quinta-feira, policiais civis e fiscais encontram um ambiente sem condições de higiene e que oferecia risco à saúde, conforme informações de Garcia. “Os pés de bois, matéria-prima para fazer a geleia, estavam mal armazenados e não poderiam ser usados para fazer geleia”, disse o delegado.

Polícia Civil diz que pés de boi sem higiene não poderiam ser usados (Foto: Tawany Marry)

  O proprietário, que acompanhou a fiscalização, disse que os pés já eram comprados limpos e utilizados para fazer óleo de mocotó.

A caldeira que havia na fábrica também está irregular, segundo Garcia, com risco de explosão. A instalação do equipamento também foi considerada irregular, já que estava posicionada em um imóvel na esquina da rua.

Segundo o proprietário, a empresa funciona no local desde 1988 e possui toda a documentação exigida. O comerciante explicou que só mostraria o alvará para o delegado.

Apreensão

No total foram apreendidas 42 sacolas com cerca de 320 pés de boi, 400 peças de geleia de mocotó, além de instrumentos usados na fabricação, como colheres de madeira e 40 litros de óleo de mocotó.

A Vigilância Sanitária informou ao G1 que o material será destruído em um prazo de 24 horas, caso não seja reclamado pelo proprietário. O empresário disse que o prejuízo com a ação é de aproximadamente R$ 20 mil.

“A firma vai para São Paulo, já que a gente é perseguido, vamos fabricar lá e vender aqui”, disse.

O proprietário do local foi preso em flagrante por crimes contra relação de consumo e ambiental, além de exercício ilegal de atividade ou profissão, por manter uma caldeira e uma motosserra sem documentação ambiental periódica, e não ter comprovação de capacidade técnica. O comerciante poderá ser multado em até R$ 100 mil pela Vigilância Sanitária e tem até 15 dias para recorrer. A prisão pode ser relaxada mediante pagamento de fiança.

Fiscal sanitário lacra caldeira que era utilizada na fabricação de mocotó (foto: Tawany Marry)          

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