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Viracopos tem 800 toneladas de cargas paradas, diz Infraero

Viracopos tem 800 toneladas de cargas paradas, diz Infraero

Atualizado: Quinta-feira, 20 Outubro de 2011 as 12:10

Terminal de cargas foi o mais afetado pela greve em Viracopos (Foto: Juliana Cardilli/G1)

  O superintendente da Infraero no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo, disse na manhã desta quinta-feira (20) que há cerca de 800 toneladas de cargas paradas no aeroporto em decorrência da greve de funcionários da empresa iniciada nesta madrugada. Segundo Carlos Alberto Cardoso Alcântara, o terminal de cargas foi o mais afetado pela greve e teve adesão bastante alta. Por isso, apenas produtos perecíveis ou animais vivos eram atendidos.

“Nós temos hoje represadas 800 toneladas, com uma pequena quantidade atendida que são os perecíveis. Mas os perecíveis não têm uma representatividade muito grande no peso. Então, poderíamos dizer que há aproximadamente 800 toneladas de carga aguardando o recebimento após o término do movimento”, disse Alcântara. O número é a média diária de recebimento de cargas no aeroporto.   A paralisação começou à 0h desta quinta-feira e também é realizada nos aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e em Brasília. O ato que ocorre em protesto contra os planos do governo federal de privatizar os terminais não prejudicou, no entanto, o embarque de passageiros até o meio da manhã desta quinta nos três aeroportos.

Quando os voos de carga chegam a Viracopos, há o desembarque dos produtos, que estão sendo destinados para um bolsão reservado no terminal. Apenas aqueles perecíveis ou animais vivos estão sendo manuseados e encaminhados pelos funcionários aos seus destinos. Os outros permanecem aguardando a volta dos trabalhadores. Apesar de a carga permanecer no aeroporto, os aviões são liberados. Segundo o superintendente da Infraero, nesta quinta 14 voos cargueiros que chegaram com importações a Viracopos foram afetados, permanecendo as importações no aeroporto.

De acordo com Célio Alberto, diretor do Sindicato Nacional dos Aeroviários, apenas sete dos 85 funcionários que trabalham por turno no terminal de cargas efetuavam suas funções nesta manhã. Segundo a Infraero, este número era suficiente para atender 100% das cargas de animais vivos e produtos perecíveis. “A carga que vem por avião é bastante diversificada, são mercadorias de vários gêneros, mas nós temos responsabilidade maior em relação a perecíveis, porque requerem armazenamento em temperatura controlada. As cargas perecíveis e os animais vivos estão sendo atendidos dentro da normalidade. As demais cargas, infelizmente, nós não temos estrutura de pessoal para fazer o processo de recebimento e armazenagem”, disse Alcântara.

Segundo ele, o terminal de cargas do aeroporto recebem em média 14 voos internacionais com importações por dia. “Nós criamos um bolsão para que os contêineres permaneçam aguardando a retomada das operações. Para esse movimento de 48 horas o aeroporto tem capacidade de fazer um plano de contingência sem que haja perda de controle.”

Funcionários em greve se reúnem na entrada do terminal de passageiros (Foto: Juliana Cardilli/G1) A Infraero informou que deve ter um balanço da adesão ainda na manhã desta quinta. Ainda de acordo com a empresa, Viracopos tem cerca de 900 funcionários da Infraero e a média para uma quinta-feira é de 20 mil passageiros.

Embarque de passageiros

Enquanto a situação era complicada no terminal de cargas, para os passageiros não havia reflexos. Tanto o embarque quanto o desembarque ocorriam sem problemas. Os voos partiam dentro dos horários previstos, com atrasos e cancelamentos dentro do previsto. Passageiros que desembarcavam relataram não terem percebido alterações nos procedimentos, e funcionários de companhias aéreas informaram que tudo ocorria dentro do normal.

Na entrada do terminal de passageiros, membros do sindicato com faixas e um carro de som tentavam informar para quem entrava e saía do aeroporto os motivos da greve. Os ônibus com funcionários que chegavam para trabalhar também eram abordados pelos grevistas no intuito de conseguir mais adesões ao movimento.

Os aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília devem ser concedidos à iniciativa privada. Os três aeroportos serão leiloados pelo governo para agilizar obras de ampliação e melhoria visando a Copa de 2014 e para atender ao crescimento da demanda interna por voos.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência não se manifestou sobre a greve e disse que o governo atendeu parte das reivindicações dos aeroportuários, como a manutenção da gestão estatal da navegação aérea. A orientação para os passageiros com voos previstos para quinta e sexta é que entrem em contato com a empresa aérea para confirmar os horários de seus voos.          

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