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Vítima de bala perdida em faculdade participa de protesto no Rio

Vítima de bala perdida em faculdade participa de protesto no Rio

Atualizado: Quarta-feira, 21 Setembro de 2011 as 12:25

Luciana com a irmã e o cunhado estiveram no

Centro do Rio (Foto: Thamine Leta)

  Luciana de Novaes, 28 anos, é tetraplégica, fala com dificuldade, mas consegue se expressar com o olhar. Ela foi vítima de uma bala perdida, no campus de uma universidade, no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio, em 2003. Desde então, enfrenta uma luta para contornar as dificuldades e tornar seu dia a dia o mais normal possível. Sob o olhar atento de Luciana, uma multidão se reuniu nesta quarta-feira (21) na Candelária, no Centro do Rio, para celebrar o Dia de Luta da Pessoa com Deficiência.

Além de Luciana, outros deficientes físicos estiveram no local e pelo quarto ano consecutivo protestaram por melhores condições. “Eu estou aqui para lutar, porque é muita dificuldade. Eu consigo levar uma vida normal graças a Deus e à minha família, mas tem muitas coisas que precisam melhorar”, disse ela.

Luciana mora no Recreio dos Bandeirantes, e conta com a ajuda da irmã Jeorgeana e do cunhado Roberto Witese para realizar as mais diferentes tarefas. Ela respira com a ajuda de aparelhos, mas nem por isso deixa de ter uma vida ativa. Durante duas horas por dia ela faz fisioterapia com uma profissional que vai até a sua casa. Luciana faz faculdade de Serviço Social e ainda trabalha em um hospital auxiliando idosos com problemas de saúde.

Deficientes se reuniram para pedir melhores

condições (Foto: Thamine Leta/G1)

  “As pessoas precisam aprender a lidar com a diversidade. Além disso, são tantos problemas que enfrentamos. Para chegar aqui na Candelária tivemos que levantar a cadeira de rodas da Luciana, porque não tinha rampa. É muito difícil”, disse Jeorgeana.

O organizador da manifestação e do Movimento SuperAção, Ricardo Gonzalez, contou que nota melhoras nas condições para deficientes, mas ainda falta muita coisa a ser feita.

“Vejo melhorias, mas a passos lentos. Resolvemos fazer essa passeata no Centro porque é um lugar que encontramos muitas dificuldades. Não tem vagas próprias, rampas”, disse.

Ao lado da concentração do Movimento de SupeAção, um grupo da Federação Única dos Petroleiros reuniu faixas e junto aos bancários e grevistas dos correios, se concentraram para uma caminhada até Petrobrás, na Avenida Chile, também no Centro. Entre as reinvindicações, o grupo pede melhoria de benefícios e aumento de efetivos.        

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