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Você não sabe se vai sair viva ou não?, diz refém em lotérica de SP

Você não sabe se vai sair viva ou não?, diz refém em lotérica de SP

Atualizado: Sexta-feira, 17 Setembro de 2010 as 8:23

As irmãs Sandra Regina e Aparecida Lioni viveram juntas o drama de ficarem sob a mira de uma arma em uma tentativa de assalto à lotérica em que trabalham no início da noite desta quinta-feira (16), no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo. Elas foram feitas reféns por três assaltantes por cerca de uma hora e meia – das 18h às 19h30 – na agência lotérica, que fica na movimentada esquina da Avenida Celso Garcia com a Rua Tuiuti. Entre idas e vindas, as irmãs já acumulam, cada uma, mais de 15 anos como funcionárias da lotérica. O patrão também foi feito refém. Ninguém se feriu. Elas relataram que os três criminosos chegaram ao local no momento do fechamento da loja. “O patrão estava fechando as portas. Eles deram uma gravata nele e anunciaram o assalto. Quando eles chegaram estavam bastante agressivos. Depois, foram se acalmando”, contou Aparecida, de 55 anos. Segundo ela, não é a primeira vez que a lotérica é roubada. “Desde que eu trabalho lá, é a segunda vez. Mas é a primeira que fazem reféns”, disse.

Os momentos mais tensos ocorreram após a chegada da polícia, que foi avisada por um vizinho do assalto. “Você não sabe se vai sair viva ou não”, afirmou Aparecida. A irmã dela, de 52 anos, mostrava-se ainda mais abalada com o drama vivido. “Eles me pegaram pelo pescoço e depois botaram uma arma na minha cabeça”, relatou Sandra Regina.

Ela disse que é a primeira vez que temeu pela vida, apesar de a lotérica já ter sido alvo de outros assaltos anteriormente. “Já houve outros assaltos, mas esse foi o mais feio. O medo foi maior no momento de não acertar (a rendição) e morrer ali. Se não entram em acordo (polícia e criminosos), podíamos não sair vivos dali. Espero que esta seja a primeira e última vez”, declarou, sobre ter sido mantida em cárcere privado e ameaçada com um revólver.

O delegado Cármino Pepe, titular do 52º DP, do Parque São Jorge, participou das negociações para a liberação dos reféns. Segundo ele, ao menos dois dos assaltantes “pareciam dopados”. “É difícil uma negociação com quem está nesta condição. Dois deles pareciam bastante agitados e o terceiro, mais tranquilo. Eles pediram a presença da irmã de um deles, de familiares, do advogado e da imprensa”, contou Pepe.

Ao delegado um dos assaltantes afirmou, já na delegacia, que tinha passagem por roubo, mas a informação era averiguada. Com eles, a polícia apreendeu um revólver calibre 38 e cinco munições. Depois da elaboração do boletim de ocorrência, eles serão transferidos para a carceragem do 31º DP, da Vila Carrão, também na Zona Leste da capital.

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