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Voluntário doa peixes para famílias na sexta-feira santa

Voluntário doa peixes para famílias na sexta-feira santa

Atualizado: Sexta-feira, 22 Abril de 2011 as 1:09

Era bem cedinho e já se formava a fila da solidariedade. Centenas de pessoas simples esperavam por um ritual que acontece há 19 anos: a distribuição de peixes na Sexta-Feira da Paixão. A ação é feita pelo empresário Afonso Teixeira, no bairro Bonfim, Região Noroeste de Belo Horizonte.

A doméstica Maria da Glória Serpa, de 55 anos, foi uma das que enfrentou a multidão para garantir o pescado. Ela mora no bairro Luar da Pampulha, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, e chegou às 23h desta quinta-feira (21) para garantir um bom lugar. Mesmo se recuperando do pé direito quebrado, Maria da Glória não desanimou. “É a primeira vez que eu venho. Vale a pena para comer um pedacinho de peixe”, disse satisfeita.

Ivani Silva, de 36 anos, que mora no bairro Copacabana, Região de Venda Nova, em BH, foi buscar o peixe pelo terceiro ano. “Meu peixinho está garantido. Vou fazer frito com fubá e vou colocar um limãozinho por cima”.

Ela estava acompanhada da filha Poliana Souza Bahia, de 17 anos. “Animei fazer companhia para a minha mãe porque peixe é bem gostoso”, falou.

Já Neidinéia Soares da Silva, de 50 anos, estava na fila pela quinta vez. “Eu adoro um peixinho e só como de ano em ano porque venho buscar aqui. Tenho sete filhos, todos criados sem o pai”, disse a doméstica acompanhada do filho Luan Vitório, de 10 anos. Animados, eles entraram na fila às 5h.

Mas houve gente que esteve no lugar para faturar um trocado. Foi o caso de Roberto Martins, de 46 anos, que vendia cafezinho e um pedaço de bolo de farinha de trigo a R$ 1. “Vendo praticamente a preço de custo. É mais para ajudar o pessoal mesmo”.

Senhas

Para organizar a distribuição do pescado, o empresário Afonso Teixeira, idealizador da ação, distribuiu senhas. Ele fez mistério com relação à quantidade de peixes oferecidos e o investimento feito, mas disse que a cada ano o número de pessoas e de peixes aumenta.

“Alguém precisa ajudar essas pessoas. Não tem como eu parar porque olha aí a quantidade de pessoas que estão na fila”, ponderou. Cada um recebeu um saco com 18 sardinhas.  

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