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'Vou dar o melhor de mim', diz presa no primeiro dia de trabalho

'Vou dar o melhor de mim', diz presa no primeiro dia de trabalho

Atualizado: Segunda-feira, 7 Novembro de 2011 as 12:55

As presas serão escoltadas todos os dias do presídio feminino até o TRT-MT. (Foto: Kelly Martins/G1) Cinco reeducandas do presídio feminino Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, começaram a trabalhar na manhã desta segunda-feira (7) no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT). No primeiro dia de expediente, as detentas, que cumprem pena em regime fechado, vão atuar na digitalização de processos acumulados no órgão. “Vou dar o melhor de mim. Com essa nova oportunidade quero fazer o melhor possível”, declarou ao G1 , Louriane Costa, de 27 anos.

Ela contou que está presa há dois anos e que a expectativa com o trabalho é grande. Segundo a reeducanda, o principal objetivo é ajudar o filho, que tem 7 anos de idade, e a mãe dela. “Tudo que faço na minha vida é pensando neles. Agora, vou poder ajudá-los melhor”, frisou. Ambos, de acordo com Louriane, moram no município de Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá.

A reeducanda e as outras quatro detentas foram contratadas pelo TRT, por meio de um convênio, e vão receber um salário de R$ 408. Todas vão desempenhar tarefas na área de apoio administrativo, com jornada das 7h30 às 14h30. Nesta segunda, as presas foram escoltadas da penitenciária até o Tribunal em um veículo do Sistema Prisional do estado. Diariamente elas serão transportadas por agentes penitenciários, conforme informou a direção da unidade.

Cinco reeducandas do presídio feminino Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, começaram a trabalhar na manhã desta segunda-feira (7) no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT). No primeiro dia de expediente, as detentas, que cumprem pena em regime fechado, vão atuar na digitalização de processos acumulados no órgão. “Vou dar o melhor de mim. Com essa nova oportunidade quero fazer o melhor possível”, declarou ao G1 , Louriane Costa, de 27 anos.

Ela contou que está presa há dois anos e que a expectativa com o trabalho é grande. Segundo a reeducanda, o principal objetivo é ajudar o filho, que tem 7 anos de idade, e a mãe dela. “Tudo que faço na minha vida é pensando neles. Agora, vou poder ajudá-los melhor”, frisou. Ambos, de acordo com Louriane, moram no município de Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá.

A reeducanda e as outras quatro detentas foram contratadas pelo TRT, por meio de um convênio, e vão receber um salário de R$ 408. Todas vão desempenhar tarefas na área de apoio administrativo, com jornada das 7h30 às 14h30. Nesta segunda, as presas foram escoltadas da penitenciária até o Tribunal em um veículo do Sistema Prisional do estado. Diariamente elas serão transportadas por agentes penitenciários, conforme informou a direção da unidade.

Apreensivas, as cinco detentas foram recebidas por servidores logo na porta de entrada da instituição. “Ai que frio na barriga. Nem dormi esta noite”, declarou Joice Ferreira, de 24 anos, quando passava pelos corredores em direção à sala de trabalho. Em entrevista ao G1 , Joice contou que quer aproveitar a chance para se capacitar visando o futuro, quando deixar a unidade prisional.

A jovem está presa há quase dois anos e também disse que quer garantir o futuro do filho, de 8 anos. “Trabalhando vou poder ajudá-lo. E tenho a oportunidade de me capacitar”, observou.

Cinco detentas terão jornada de sete horas e vão

receber R$ 408. (Foto: Kelly Martins/G1) Para o presidente do TRT-MT, Osmair Couto, o objetivo está em promover a ressocialização das reeducandas com a chance de desenvolver projetos profissionais, além de promover a capacitação. Por outro lado, avalia também que o desafio está em romper a “barreira” do preconceito. “Isso ainda é visível [preconceito]. Infelizmente temos que lutar com os pré-julgamentos que as pessoas fazem. Mas acredito que, com o tempo, a situação se reverte”, pontuou.

O presidente informou também que pretende ceder mais vagas para o sistema penitenciário, no entanto, não há confirmação de data. O setor apontado por Couto que requer mais colaboradores é de Arquivo, cuja função é o descarte de processos. “Atualmente temos três estagiários lá. Mas eles se formam e saem. Ninguém quer assumir esta função. Por isso, vejo que seria um setor apropriado para as vagas”, finalizou.

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