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A era dos smartphones

A era dos smartphones

Atualizado: Segunda-feira, 27 Setembro de 2010 as 1:39

Câmeras que fotografam e filmam em alta resolução, acesso a internet, e-mails e redes sociais, TV digital e, se possível, muitos aplicativos. Essa lista de recursos, que até pouco tempo não existiam nos celulares, está cada vez mais na cabeça de quem decide trocar o aparelho por um modelo mais avançado, os chamados smartphones.

Rola uma curiosidade, porque se trata de uma coisa nova, e você se deixa influenciar”, diz Gerson Freitas Júnior, 28, jornalista, que comprou seu primeiro smartphone recentemente. Essa curiosidade faz com que muita gente se aventure em filas enormes para comprar os aparelhos como aconteceu, por exemplo, no lançamento do iPhone 4 , modelo mais recente lançado pela Apple.

Muitos ainda se perguntam o que são os smartphones e porque esses aparelhos exercem tanto fascínio sobre os usuários: eles têm sistema operacional próprio, tela sensível ao toque e podem se conectar com a internet. Além disso, a maioria deles permite baixar aplicativos, pequenos programas que executam tarefas no celular, atividade antes possível apenas nos computadores. Com eles, as pessoas podem personalizar o aparelho como quiser. “Você tem um celular que se comporta como um computador, ou seja, tem muito mais capacidade na palma da mão”, diz Fernando Dias, co-fundador da Mobile Monday, uma entidade que fomenta tecnologias móveis no Brasil.

BlackBerry foi pioneiro

A Research in Motion (RIM) foi pioneira na categoria de smartphones em todo o mundo, com o lançamento do primeiro BlackBerry em 2002. Esses aparelhos ofereciam recursos relacionados a trabalho, como acesso a e-mails corporativos e aplicativos para visualizar e editar relatórios e planilhas eletrônicas. Como esses smartphones eram muito caros, só eram vistos nas mãos de executivos de grandes empresas.

Cinco anos depois, com o lançamento do iPhone em 2007, os smartphones começaram a ganhar popularidade. Além de ser o primeiro aparelho que permitia a interação por meio do toque dos dedos, a Apple revolucionou a oferta de aplicativos: por meio de uma loja virtual, passou a disponibilizar (de graça ou não) milhares de aplicativos úteis para atividades como previsão do tempo, acompanhar notícias, jogar games e até contar calorias. “O aparelho facilitou a interface com o usuário e até hoje é difícil quebrar esse paradigma”, diz Elia San Miguel, analista de telecomunicações do Gartner.

Mercado em expansão

Desde então, o mercado de smartphones cresceu rapidamente. Segundo o Gartner, os fabricantes venderam 61,6 milhões de smartphones no mundo todo só no segundo semestre de 2010. Em comparação com o mesmo período de 2009, as vendas aumentaram 50,5%. Nos Estados Unidos, por exemplo, esses aparelhos já representam 25% do mercado total de celulares. “A maioria dos americanos tem planos pós-pagos de celular, então as operadoras subsidiam o preço dos aparelhos. No Brasil, a maior parte das pessoas tem celular pré-pago”, diz Thiago Moreira, gerente regional da Nielsen.

No Brasil, vários institutos de pesquisa apontam o crescimento do mercado de smartphones. Os dados variam de acordo com a metodologia utilizada, mas a tendência de crescimento é clara. Segundo o Gartner, apesar de pouco mais de 1 milhão de smartphones terem sido vendidos no segundo trimestre de 2010, as vendas no Brasil cresceram mais do que a média mundial. Em um ano, o mercado brasileiro de smartphones cresceu 69,2%.

Estudo da Nielsen, que usa uma metodologia diferente, aponta um crescimento do mercado ainda maior, de 128%. “O aparelho já se tornou objeto de desejo do consumidor e aparece em terceiro lugar nas intenções de compra, depois de lazer fora de casa e TV”, afirma Moreira.

No último ano, as lojas ofereceram mais smartphones com preços até 30% menores, o que motivou os brasileiros a trocar seus celulares comuns. Os smartphones da LG vendidos no Brasil, por exemplo, estão 16% mais baratos que em 2009. “As vendas já aumentaram 31% neste ano”, diz Victor Sellmer, gerente de produto da empresa.

Com a queda de preços, modelos antes restritos às classes A e B começam a alcançar alguns usuários das classes C e D no Brasil. “Hoje este tipo de aparelho já é realidade para 15% dos usuários das classes sociais mais baixas”, diz Moreira.

Postado por: Guilherme Pilão

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