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"American Idol" para hackers é estratégia para reforçar segurança nos EUA

"American Idol" para hackers é estratégia para reforçar segurança nos EUA

Atualizado: Sexta-feira, 12 Março de 2010 as 12

Para enfrentar a escassez de mão de obra especializada na área de segurança da informação, os EUA resolveram inovar ao promover uma competição para hackers nos moldes do programa de TV "American Idol" – no qual vários participantes mostram sua habilidades musicais e disputam o título de novo ídolo norte-americano.

O "Cyber Challenge" ("Desafio cibernético", em português) é uma competição na qual hackers demonstram suas habilidades e concorrem a uma bolsa de estudos no Sans Institute, respeitado centro de pesquisa, treinamento e certificação em segurança da informação.

Na primeira edição do concurso, em 2009, os 240 participantes tiveram de invadir 12 servidores, cada um valendo uma pontuação específica pelo nível de dificuldade de quebra do sistema. Além da bolsa oferecida ao vencedor, outros oito participantes da competição foram convidados para um período de estágio na Agência de Segurança Nacional dos EUA.

Desde então, a competição começou a ganhar força como uma ferramenta de recrutamento eficaz, já que tanto o FBI e quanto a Força Aérea decidiram oferecer estágios e bolsas de estudo para os futuros vencedores. De acordo com o "Indeed.com", a média salarial de um especialista em cibersegurança gira em torno de US$ 100 mil anuais.

Um dos homens por trás dessa nova estratégia é Alan Paller, cofundador e diretor de pesquisa do Sans Institute, e que, segundo a "Newsweek", é "uma espécie de Professor Charles Xavier da vida real", ao procurar talentos ainda desconhecidos na área de segurança da informação, citando o personagem da série "X-Men", que é o líder intelectual de mutantes como Wolverine, Ciclope & cia.

"Quando os militares treinam jovens homens e mulheres para lidar com armas, não há garantia de que alguns deles não venham a usar esse talento de forma inadequada", comparou Palle, de acordo com o site "Switched". "Eu não vejo uma maneira de defender o país sem desenvolver essas habilidades", disparou.

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