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Android será a segunda plataforma mais popular entre os smartphones, diz Gartner

Android será a segunda plataforma mais popular entre os smartphones, diz Gartner

Atualizado: Segunda-feira, 27 Setembro de 2010 as 1:33

Em cinco anos, o Android será o segundo sistema operacional com maior participação de mercado no mundo, atrás apenas do Symbian, usado em celulares da Nokia. Os usuários comprarão mais smartphones com Android, segundo o estudo da consultoria Gartner, por causa dos investimentos das operadoras e fabricantes em popularizar a plataforma. “Os desenvolvedores são atraídos pela facilidade em desenvolver aplicativos e a quantidade de aplicativos é o componente mais importante para a consagração de uma plataforma”, diz Elia San Miguel, analista de telecomunicações do Gartner.

Atualmente, o Android já aparece na terceira posição do ranking mundial do Gartner. No último relatório divulgado, correspondente ao segundo trimestre de 2010, o Android ultrapassou o iOS, sistema operacional do iPhone. No Brasil, o iOS ainda está na frente, mas a diferença é pequena: o iPhone tem 8,5% do mercado e o Android tem 8%. “No Brasil deve acontecer o mesmo”, diz Elia.

Em 2014, o Android deverá ter 29,6% do mercado mundial de celulares, o que representa 259 milhões de aparelhos – isso representa um crescimento de 658,9% em relação a participação de mercado atual do Android. A Nokia continuará em primeiro lugar com 30,2% do mercado, 24,6% menos participação do que tem em 2010. O iOS aparece em terceiro lugar na previsão, com 14,9% do total.

Android deve crescer também no Brasil

Para Fernando Dias, co-fundador da MobileMonday, uma entidade que fomenta o mercado móvel no Brasil, o Android deve ser a plataforma mais popular no Brasil nos próximos anos. “O iPhone é mais caro, mais elitizado, no Android e no Symbian é mais fácil desenvolver e baixar aplicativos.”

Na Uplay Mobile, empresa de desenvolvimento de aplicativos, os clientes demandam mais programas que funcionem no iPhone, mas o Android está se tornando mais conhecido à medida que mais fabricantes lançam mais modelos com o sistema no Brasil. “Quando alguém desenvolve um aplicativo para Android, está colocando o programa em quatro ou cinco aparelhos diferentes. No caso do iOS, só no iPhone”, diz Adriano Rayol, CEO da Uplay. As empresas raramente pedem aplicativos para Blackberry; apenas quando o público-alvo são os executivos.

Os aplicativos tomarão o lugar da web?

Com essa explosão de smartphones esperada para os próximos anos, alguns especialistas em tecnologia já preveem, inclusive, que o acesso a internet por meio de smartphones superará o acesso a partir de computadores. Como a maior parte das pessoas que usa internet por meio do celular envia e recebe dados por meio de aplicativos, a maior parte do tráfego de dados na internet pode deixar de vir da web como conhecemos, acessada por meio de navegadores.

Para Chris Anderson, editor da revista Wired, os aplicativos substituirão a web que conhecemos num futuro próximo. No artigo “The Web is Dead”, publicado na edição de setembro deste ano, ele detalha seu raciocínio. “Apesar de amarmos a aberta e irrestrita internet, nós estamos deixando-a de lado por serviços mais práticos [os aplicativos] que simplesmente funcionam.” Segundo Anderson, os usuários escolherão acessar a internet por meio de plataformas semifechadas que usam a internet para transportar dados, mas não usam o navegador para mostrar as informações.

“A web está longe de morrer, mas no futuro será uma pequena parcela de todo o acesso à internet”, diz Rayol, da Uplay. Para ele, em algum momento no futuro, o tráfego de dados gerado por aplicativos superará o  gerado por páginas de internet. O mesmo acontecerá com relação aos vídeos, que correspondem cada vez mais à maior parte do tráfego de dados na internet.

Para Anderson, da Wired, os aplicativos simplificam a experiência do usuário na internet, já que são desenvolvidos para propósitos específicos. As pessoas, inclusive, não se importarão em pagar pelo conteúdo que eles oferecem, ao contrário do que acontece hoje com a web. “Se temos que pagar por aquilo que amamos, isso parece cada vez mais correto”, diz o editor em seu artigo.

Rayol, da Uplay concorda que os aplicativos são muito mais eficientes para acessar um serviço que tem um número muito grande de usuários, como o Twitter ou o Facebook. “No futuro seremos a internet será guiada pelos aplicativos e no Brasil não será diferente.”

Postado por: Guilherme Pilão

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