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Atualização da Microsoft bloqueia invasão e vídeo malicioso

Atualização da Microsoft bloqueia invasão e vídeo malicioso

Atualizado: Quarta-feira, 15 Setembro de 2010 as 2:50

A Microsoft liberou nove boletins de segurança para corrigir 11 falhas em seus produtos, das quais nove afetam somente o Windows, uma somente o Office e outra o Windows e o Office. O problema mais grave está no compartilhamento de impressora do Windows. Essa brecha já estava em uso pelo vírus conhecido como Stuxnet, o mesmo que explorava outra vulnerabilidade antes desconhecida nos atalhos do Windows .

Outras brechas que receberam correção permitem que código malicioso seja inserido em arquivos de vídeo - considerada “crítica”, porque pode ser explorada em sites web - e em documentos do WordPad - considerada “importante” porque o usuário precisa abrir o documento. Há ainda outra falha grave no processamento de fontes que pode ser explorada na web ou em documentos do Office.

A vulnerabilidade no compartilhamento de impressoras, que foi descoberta já em uso pelo Stuxnet, é considerada “crítica” no Windows XP e pode permitir a invasão remota, sem nenhuma interação do usuário, caso o sistema compartilhe uma impressora. A correção deve ser aplicada imediatamente.

Há ainda uma vulnerabilidade gravíssima do Microsoft Outlook, que pode ser explorada com uma mensagem de e-mail: basta visualizar a mensagem para ser infectado. As outras falhas corrigidas esse mês envolvem o servidor web da Microsoft e problemas de elevação de privilégio – que permitem a um invasor obter acesso administrativo a um sistema no qual já possuem acesso, embora restrito.

As atualizações podem ser aplicadas por meio do Microsoft Update ou por meio das atualizações automáticas do Windows, configuráveis no Painel de Controle.

Stuxnet

A Microsoft informou ainda que existem mais duas falhas sem correção em uso pelo Stuxnet. A empresa disse que o vírus utiliza essas brechas para conseguir obter privilégios, no caso de a praga ser executada a partir de um usuário limitado . Esses problemas são corrigidos apenas no próximo pacote de correções, agendado para o dia 12 de outubro.

O Stuxnet foi um vírus usado em ataques direcionados a algumas poucas empresas e tinha como alvo sistemas de controle de infraestrutura, conhecidos como SCADA, embora detalhes específicos de qual tipo de infraestrutura estava sendo atacada não é conhecido.

O vírus ficou conhecido pela sua sofisticação. Ele usava uma falha sem correção no processamento de atalhos do Windows, que permitia ao invasor infectar um sistema quando a pasta de um pen drive era aberta, mesmo em sistemas protegidos contra outros vírus que se espalham em armazenamento externo. Para se alojar no sistema com permissão total, o vírus usava certificados roubados de fabricantes de hardware, burlando a obrigatoriedade de assinatura de drivers que protege os Windows de 64 bits contra infecções mais graves.

Com as novas informações, sabe-se agora que o Stuxnet não usava uma, mas quatro falhas sem correções no Windows, das quais duas ainda foram corrigidas. Há boatos de que o Stuxnet poderia ter sido financiado por algum governo.

Postado por: Thatiane de Souza

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