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Banda Larga: Para aumentar, agora, velocidade de acesso, Brasil precisa de US$ 5 milhões

Banda Larga: Para aumentar, agora, velocidade de acesso, Brasil precisa de US$ 5 milhões

Atualizado: Quinta-feira, 19 Agosto de 2010 as 1:29

  Ainda que existam grandes diferenças em como os países estão tratando as metas de acesso à internet, especialmente nos critérios de qual seria a velocidade mínima ideal, segundo estimativas apresentadas no 54° Painel Telebrasil, evento que acontece no Gurujá, no litoral paulista, com os principais líderes do setor, indicam que só para começar a adequar a estrutura existente seriam necessários investimentos de US$ 5 milhões, cerca de R$ 9 milhões.

Essa conta, apresentada pelo consultor e pesquisador Raul Katz, do Instituto de Teleinformações da Universidade de Coumbia, nos EUA, é reconhecida por ele mesmo como limitada - o custo para levar acesso à rede mundial às áreas rurais ainda é uma incógnita.

Ainda assim, Katz se debruçou sobre o cenário brasileiro e considerou que seria preciso aplicar pelo menos US$ 2,5 milhões para elevar a velocidade do acesso para um patamar mínimo de 1 Mbps - ou seja, melhorar a qualidade de 8,5 milhões de linhas que atualmente responde por conexões mais lentas do que isso.

Os outros US$ 2,5 milhões são necessários para elevar em 5,5 milhões o número de conexões existentes e, com isso, alcançar a quantidade de linhas que, segundo ele, deveriam já ter sido atingidas tendo em vista o potencial econômico brasileiro.

Katz também calculou o potencial de impulso ao PIB que pode ser trazido pela massificação do uso da internet no país. Segundo ele, a cada 10% de aumento na penetração da web o PIB seria elevado em 0,08 pontos.

“Se for cumprida a meta de penetração da internet a 75% até 2015, a contribuição ao PIB será de 2,9%, além de uma contribuição de 1,39% na redução do desemprego”, afirmou o especialista.

Para se chegar a isso, o especialista lembrou que parte da tarefa deve ser cumprida pelo Poder Público. Diante de uma plateia de empresários do setor, destacou que devem ser removidos obstáculos aos investimentos e, especialmente, que deveria consolidada toda a demanda estatal em um único “freguês”.

Em outro ponto caro ao setor privado, Katz sugeriu o governo evite a adoção de um operador público, que ele entende ineficiente. Ainda assim, reconheceu mecanismos importantes na estratégia como desenhada pelo Plano Nacional de Banda Larga. A exemplo do que será a principal atuação da Telebrás, o especialista defendeu o uso de estatais para a oferta de redes de troncos e acessos.

Postado por: Thatiane de Souza

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