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Brasil se equipara a países mais desenvolvidos no uso das tecnologias

Brasil se equipara a países mais desenvolvidos no uso das tecnologias

Atualizado: Quinta-feira, 19 Maio de 2011 as 1:51

As empresas brasileiras já adotam tecnologia no mesmo nível das companhias dos países desenvolvidos. Esta é a constatação do estudo “A essência do CIO”, realizado pela IBM com mais de três mil líderes de TI, em 72 países, sendo 190 do Brasil, dos setores público, comunicações, industrial, finanças e distribuição.

Cada empresa foi classificada em quatro fases com relação à adoção de TI: alavancar, expandir, transformar e desbravar. Na fase alavancar são empresas que estão revendo o ambiente legado e usam a tecnologia na manutenção e automatização de parte dos processos de negócios. Na amostragem global, 14% das organizações estão neste perfil, mas no Brasil, são 9%. Na fase expandir, em que se identifica TI com maior influência nos negócios, além das questões operacionais, que são quase metade dos entrevistados: 50% global e 45% Brasil.

Segundo o gerente de consultoria de TI da IBM Brasil, Marcelo Piassarollo, é notória a rápida evolução do País na visão de como a tecnologia da informação é decisiva nos negócios e como alinhar a mesma com as expectativas dos CEOs.

“Há cinco ou seis anos víamos a maioria das empresas brasileiras na fase alavancar. Em pouco tempo conseguimos nos igualar à média dos mercados desenvolvidos, o que demonstra que o Brasil chegou ao seu melhor momento de crescimento e maturidade”, analisa. “O resultado reflete o aquecimento do mercado local, que levou e continuará incentivando as empresas a buscar uma TI que acompanhe o crescimento de seus negócios”.

Piassarollo estima que levará cerca de dez anos para que a maioria das empresas do País passe para a fase transformar, que tem foco em otimização, simplificação e inovação e acontece num cenário em que a tecnologia é coparticipante do processo de transformação do negócio. Hoje, 23% dos entrevistados mundiais e 28% dos brasileiros encontram-se neste perfil. O estudo identificou que 18% das empresas brasileiras pesquisadas, ante 13% das mundiais, se encontram na fase desbravar, quando a TI promove inovação no desenvolvimento de produtos e no modelo de negócios de uma empresa. No Brasil, a maioria das empresas estão nas fases transformar e desbravar nos segmentos varejo, finanças e seguros.

A pesquisa traçou um cenário das preocupações, prioridades e caminhos para o CIO brasileiro e identificou que o líder de TI está ainda mais alinhado com o CEO (Chief Executive Officer), mostrando como a tecnologia tem trabalhado cada vez mais a favor dos negócios das organizações.

O relatório mundial aponta as principais prioridades do CIO para os próximos cinco anos: inteligência de negócio, maior aproximação com os clientes e capacitação profissional, as mesmas apontadas por CEOs no estudo Global CEO Study 2010, conduzido pela IBM com mais de 1,5 mil líderes de empresas de 60 países, incluindo o Brasil.

A pesquisa reforça a visão do CIO como impulsionador da transformação do negócio, com ferramentas de business analytics, métricas preditivas e outras soluções que transformam informação em inteligência de negócio. Estas tecnologias aparecem no topo das prioridades do CIO brasileiro: 83% deles destacaram a importância de painéis de controle visuais interativos e que monitorem em tempo real informações estratégicas para a empresa. Soluções de análise de clientes aparecem como a segunda prioridade para os CIOs no Brasil, apontada por 75% dos entrevistados. Seguidas de perto por soluções de data warehousing, gerenciamento de dados e funcionalidades de busca (68%, 61% e 58%, respectivamente).

“Por meio da definição das fases o CIO terá uma visão mais clara de seu papel na organização e poderá promover o uso da tecnologia em favor das prioridades de negócios. As fases são definidas a partir das necessidades estratégicas e o mais indicado será o que melhor atender aos objetivos da organização”, avalia Piassarollo. “Uma fase não é melhor que a outra e precisa ser definida de acordo com a maturidade da empresa e de suas metas para os próximos anos”.

A pesquisa levantou as sugestões para os líderes de TI: decodificar os dados, entregando informações pertinentes ao negócio; sugerir ferramentas que auxiliem na tomada de decisões em tempo real; indicar novos canais de interação com clientes e parceiros; promover a integração entre TI e negócios; usar redes sociais para melhor compreender a percepção dos clientes sobre a empresa; incentivar a inovação; aumentar a transparência e promover a colaboração com parceiros de negócios; padronizar e simplificar processos; delegar aos parceiros de negócios funções não estratégicas de TI; obter profundo conhecimento do negócio e liderar e dedicar parte do seu tempo à inovação.

Contrastes A amostra global do estudo apontou que cloud computing é uma prioridade para a maioria dos CIOs mundiais: 60% deles pretendem adotar a nuvem nos próximos cinco anos como infraestrutura de suporte ao crescimento de seus negócios e ganho de vantagem competitiva – no estudo de 2009, apenas um terço dos líderes de TI pensava em usar a tecnologia. Porém, esta tendência ainda não é seguida pelos CIOs brasileiros, que apontaram computação em nuvem como quarta prioridade, o que demonstra menor urgência dos líderes locais e um grande espaço para amadurecimento da tecnologia no País.

Com a proliferação de dispositivos móveis com funcionalidades avançadas e aplicações que oferecem suporte à produtividade dos negócios, a computação móvel e soluções de mobilidade também passaram a ser vistas como diferencial de negócios por 74% dos CIOs entrevistados – em 2009 este número ficou em 68%.        

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