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Brasil sobe para a 56º posição no ranking global de TI

Brasil sobe para a 56º posição no ranking global de TI

Atualizado: Quarta-feira, 13 Abril de 2011 as 2:23

O Brasil subiu 5 lugares e está na 56ª colocação no ranking do Relatório Global de Tecnologia da Informação 2010-11, divulgado nesta terça-feira (12) pelo World Economic Forum. A Suécia (1ª) e a Cingapura (2ª) continuam ocupando os primeiros lugares. Os países nórdicos e tigres asiáticos confirmam sua liderança na adoção e implementação de avanços na área de TCI para sustentar o crescimento e desenvolvimento. A Finlândia pula para o terceiro lugar, enquanto a Suíça e os Estados Unidos estão inalterados em 4º e 5º lugares. O 10º aniversário do relatório analisa o potencial da TCI para transformar a sociedade na próxima década por meio da modernização e inovação.

O setor empresarial sofisticado e inovador do País ainda lidera o ranking de TCI no Brasil.  O governo também está promovendo a TCI ativamente como parte da sua agenda de desenvolvimento e crescimento.  Apesar do pequeno avanço brasileiro, o desenvolvimento e inovação da TCI e os avanços do setor privado em geral ainda sofrem com a baixa qualidade do ambiente do mercado e do marco regulatório. O preparo da população brasileira para adotar a TCI também está abaixo do esperado.

Com a inclusão de um número recorde de 138 economias, o relatório ainda é a maior e mais confiável avaliação internacional do impacto de TCI no processo de desenvolvimento e competitividade das nações. O Índice de Tecnologia da Informação (ITI) avalia o nível de preparo dos países para adotar a TCI em três áreas: no ambiente regulatório, empresarial e de infraestrutura da TCI; o preparo dos três principais grupos – indivíduos, empresas e governos – para usar e aproveitar da TCI; e a implementação real das tecnologias disponíveis.

Essa edição do 10º aniversário do relatório adota o tema de Transformações 2.0 para explorar as transformações futuras da TCI e seu impacto nas pessoas, empresas e governos nos próximos anos. Desde o primeiro relatório, o volume de informações criado pela sociedade digital cresceu de uma maneira surpreendente. Para medir o impacto da TCI e essa revolução de dados, o 10º aniversário do relatório acompanha o lançamento de uma nova plataforma para compartilhar informações e oferecer ferramentas para explorar o impacto da tecnologia de informação, em várias áreas socioeconômicas.

“A TCI e especialmente a Internet ainda devem provocar transformações mais rápidas no futuro”, afirmou Soumitra Dutta, professor da Roland Berger de Negócios e Tecnologia da INSEAD e editor conjunto do relatório. “No início dessa segunda década deste Relatório, a nossa intenção é de continuar informando legisladores e líderes dos setores público e privado, por meio de uma base de referência e ferramenta única, abordando os desafios e oportunidades das transformações 2.0”.

“A inovação e a TCI são fatores importantes para o crescimento no longo prazo, que oferecem incontáveis benefícios econômicos e sociais e a capacidade de melhorar a vida de todos”, afirmou Alan Marcus, diretor sênior e chefe de tecnologia de comunicação e informação do World Economic Forum. “Os países estão integrando novas tecnologias e aproveitando a revolução de dados em suas estratégias de crescimento, criando plataformas para economias competitivas no futuro.”

O relatório é produzido pelo Centro de Competitividade e Desempenho Global do World Economic Fórum, em colaboração com a Insead, escola internacional de negócios, dentro da estrutura da Rede de Competitividade Global e o Programa de Parceria Industrial para Tecnologia da Informação e Telecomunicações, do World Economic Forum.

O Índice de Tecnologia da Informação (ITI) é baseado em dados no domínio público, de instituições e profissionais do setor de viagens e turismo e nos resultados da Pesquisa de Opinião de Executivos, uma pesquisa anual desenvolvida pelo World Economic Forum, em conjunto com seus institutos parceiros e  organizações comerciais, nos países analisados no relatório. A pesquisa entrevistou mais de 15 mil executivos e produziu dados inéditos a respeito de vários aspectos qualitativos para avaliar o preparo tecnológico de cada nação.

O ranking ITI é acompanhado por contribuições de acadêmicos e profissionais explorando as transformações 2.0, a economia emergente da Internet, as comunidades nascendo em volta das vias digitais, o impacto da TCI na redução de pobreza, a localização 2.0, o potencial de serviços bancários móveis no mundo emergente, entre outros assuntos. Além disso, o relatório inclui quatro análises mais detalhadas que exploram algumas experiências nacionais/regionais que adotaram a TCI, para aumentar a competitividade: a Costa Rica, a Arábia Saudita e políticas e mudanças na área de banda larga na Europa e nos Estados Unidos.

O relatório inclui perfis detalhados dos 138 economias analisadas, oferecendo um retrato da penetração e utilização de TCI em cada região. O relatório também inclui uma seção dedicada à tabelas de dados com os 71 indicadores usados no cálculo do Índice.        

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