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Brasileiros ganham vida com apps para iPhone

Brasileiros ganham vida com apps para iPhone

Atualizado: Segunda-feira, 8 Novembro de 2010 as 2:51

Os clientes da empresa são Positivo, CVC, Petrobras, Net, Santander e Porto Seguro Seguros. "Profissionais que trabalham nessa área têm possibilidade de crescimento rápido", diz Breno. "Temos, inclusive aqui na empresa, um rapaz de 16 anos que é um gênio e trabalha como aprendiz." Boa parte das pessoas que hoje ocupam cargos de chefia em escritórios de desenvolvimento tem trajetórias de carreira como essa.

Outra opção de carreira é abrir o próprio negócio, sozinho com ou com sócios. Seja qual for a situação, domínio da língua inglesa é item de primeira necessidade, pois a comunicação geralmente ocorre nesse idioma.

Normalmente, os desenvolvedores de aplicativos são empresas de pequeno porte. Na maioria dos casos, os donos tocam o negócio com poucos funcionários e estagiários. A Fingertips, por exemplo, é uma das maiores e não chega a 30 empregados.

As companhias são jovens como seus donos e têm políticas de carreira pouco estruturadas. A maioria foi aberta há dois anos, quando começou a venda do iPhone no Brasil. O clima é propício para quem é informal, empreendedor e tem iniciativa, além de flexibilidade para jogar em várias posições.

Algumas empresas são especializadas em aplicativos da Apple, mas muitas constroem programas em outras linguagem, especialmente Java. Começar a carreira também é fácil. A Apple não exige nenhuma certificação para o profissional trabalhar como desenvolvedor. Todas as informações sobre a linguagem estão no portal da empresa, numa área própria para os desenvolvedores postarem seus trabalhos.

Ao mesmo tempo em que o mercado de desenvolvedores cresceu, a Apple abriu oportunidades em sua rede de revendedores. Há os canais de venda premium, que empregam consultores em vendas e profissionais de assistência técnica, geralmente formados em comunicação social, marketing, computação e engenharia.

Na maioria dessas revendas, são realizados workshops sobre os produtos da Apple e, em algumas, há um treinamento feito no escritório da empresa, em São Paulo.

A MyStore tem cinco lojas no estado de São Paulo, quatro na capital e uma em Campinas, e há previsão de inauguração de uma sexta ainda neste ano. Cada uma tem entre 15 e 20 profissionais contratados.

"Os contratados têm um login e acesso a um sistema em que podem aprender sobre os novos produtos, trocar experiência e tirar dúvidas", diz Fernanda Buschmann, diretora de marketing da MyStore. A Apple gera empregos também em grandes revendedores, que têm lojas dedicadas à marca, como Fnac, Saraiva, CTIS Digital, Americanas.com, Submarino, Ponto Frio e Fast Shop.

E dentro da Apple? A Apple, em geral, é fechada. Os executivos falam pouco. Os lançamentos são cheios de especulação. O rumor vigente dá conta de que o iPad chega ao Brasil para as vendas de Natal.

São poucas vagas, mas a Apple contrata no Brasil. Em julho, ela procurava um gerente de distribuição. Segundo um profissional que já participou de um recrutamento, o nível de exigência é alto: experiência no mercado brasileiro, arrojo e, claro, inglês perfeito fazem parte. Mas não se anime, além de poucas, as vagas são concorridas. O poder de atração da maçã é grande.

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