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Com celular há 2 anos, Afuá já vive 'dependência' de smartphones

Com celular há 2 anos, Afuá já vive 'dependência' de smartphones

Atualizado: Sexta-feira, 13 Maio de 2011 as 3:12

Mesmo sem sinal 3G, alguns moradores de Afuá (PA) acessam a internet pelo celular mais do que pelo computador. A telefonia móvel chegou ao município da Ilha do Marajó em 2008 e o acesso à web por aparelhos móveis já se tornou realidade para muitos moradores.

Na série [email protected], o G1 vai mostrar como pessoas de diferentes locais se relacionam com a tecnologia. Na primeira etapa, mostraremos três cidades em diferentes estados da região Norte do país. Mande suas perguntas na área de comentários ao final da reportagem .     O smartphone está presente na maioria das mochilas dos adolescentes. “Já troquei de celular quatro vezes. O que tenho agora é um smartphone com acesso à internet, TV e aplicativo do Messenger”, diz Kelry de Castro, de 18 anos. “Para mim, eu sempre tive um celular. Não consigo imaginar a minha vida sem”, completa.

Suas colegas do 3º ano do Ensino Médio, Aline dos Reis, de 18 anos, Jaqueline dos Santos, 17, e Maria José de Melo, 18, também têm o celular como o principal meio de acesso à web. “Às vezes, vou em lan house, mas entro nas redes sociais pelo celular. Mesmo devagar, chego a ficar até duas horas conectada”, disse Jaqueline, que já trocou de aparelho duas vezes.

Alunos do 3º ano do Ensino Médio são viciados nos seus smartphones (Foto: Laura Brentano/G1)

  “Sempre troco quando surge um lançamento”, diz Aline, que já teve quatro celulares. Os preferidos são os com internet e TV. As redes sociais estão no topo da lista dos sites mais visitados: Orkut, Twitter e até Facebook, que chegou ao grupo de alunas como novidade há dois meses. "Preferimos os celulares com marcas mais conhecidas. O preço é muito parecido. Varia entre R$ 300 e R$ 600", explicou Aline.

Mesmo o celular sendo o novo vício dos jovens, Afuá tem apenas duas lojas que vendem aparelhos: uma revendedora autorizada e uma lan house. “Já vendi muito celular genérico sem garantia. Hoje, as pessoas preferem os de marcas conhecidas”, diz Leonardo Bararuá, dono da lan house. “Tudo o que você traz para a cidade vende. As pessoas gostam de novidade”, completou. Na loja, não havia mais nenhum celular com tela sensível ao toque. Segundo Leonardo, esses ficam pouco tempo na vitrine.

Por mais que a internet móvel ainda seja lenta e instável, uma promoção da única operadora na cidade oferece acesso gratuito à rede por 10 dias. Para continuar conectado, o usuário deve pagar R$ 25. “É o meio de comunicação mais usado na cidade hoje”, disse Kelry. Na terça-feira (10), o sinal da operadora ficou fora do ar por um dia. “Quase enlouqueci”, conta Kelry. "Fui até a loja da operadora para reclamar", disse outro estudante. Como a cidade sofre quedas constantes de energia, os moradores às vezes encontram nos aparelhos móveis a única opção de acesso.        

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