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Consumidores europeus evitam celulares com software do Google

Consumidores europeus evitam celulares com software do Google

Atualizado: Segunda-feira, 7 Dezembro de 2009 as 12

As operadoras de telefonia móvel da Europa conseguiram elevar ligeiramente a fatia de mercado dos celulares equipados com Android, sistema operacional criado por um grupo de empresas liderado pelo Google, mas os consumidores não demonstraram muito interesse por esses aparelhos. A informação é do grupo de pesquisa IDC.

O Android vem conquistando atenção no setor de telefonia móvel recentemente, com a Motorola e a Sony Ericsson optando por ele para alguns de seus novos modelos top de linha. A fatia de mercado dos celulares inteligentes acionados pelo sistema operacional subiu de 4,2 % para 5,4% no terceiro trimestre, na Europa Ocidental, um mercado crucial para os celulares inteligentes.

Apesar disso, os números estão abaixo do esperado, diz Francisco Jeronimo, analista da IDC, em comunicado.

''Os consumidores evitam o sistema operacional do Google e as vendas são inferiores às expectativas. Os consumidores reconhecem a marca Google, mas ainda não compreendem o que é o Android. A falta de aparelhos disponíveis não ajudou na conscientização, ainda que isso deva mudar, com o lançamento de novos modelos pela LG, Samsung, Sony Ericsson, Motorola e outros fabricantes, em breve''.

No mês passado, a Gameloft, uma das maiores produtoras de jogos para celulares, também criticou o Android, alegando que ela e outras empresas de software estavam reduzindo os investimentos no desenvolvimento de jogos e outros aplicativos para a plataforma.

A Symbian, líder mundial nesse segmento e produtora de um sistema operacional usado extensamente pela Nokia, continua a produzir o sistema operacional mais usado na região, com participação de mercado de 48%.

A Samsung Electronics registrou elevação de sua participação de mercado para 30,5% no trimestre, estimulada pelas fortes vendas de celulares de preço médio, enquanto a líder de mercado, Nokia, viu sua fatia se reduzir a 35,3%.

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