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Criminosos trocam e-mail por redes sociais para dar golpes

Criminosos trocam e-mail por redes sociais para dar golpes

Atualizado: Segunda-feira, 27 Dezembro de 2010 as 2:04

Na medida que o comportamentos dos usuários na web muda, um novo golpe vem surgindo para se adaptar à nova era. O "social phishing" é uma variação do tradicional phishing, que normalmente utiliza e-mail para roubar informações pessoais dos internautas.

"Visto que as novas gerações usam mais redes sociais que e-mail, os criminosos migraram para este ambiente", afirma a especialista em Direito Digital Patrícia Speck. "Eles abordam estas vítimas, que em geral estão mais expostas e despreparadas e, portanto, tendem a se tornar vítimas fáceis, até pela própria dinâmica das redes sociais, onde é natural interagir e clicar em mensagens de pessoas desconhecidas", diz a advogada.

O golpe é bem parecido com o phishing tradicional. O criminoso aborda o usuário se fazendo passar por alguém ou coloca um vírus ou arquivo malicioso em algum tipo de link, seja um site, uma foto, uma música ou um vídeo. "Em geral os criminosos estão atrás de todo tipo de informação que possa ter valor econômico, que possa ser usada para facilitar a ocorrência de um crime presencial, como sequestro ou assalto, ou que viabilize retirada de dinheiro de conta de banco ou uso de cartão de crédito, como número de conta e senha", afirma Patrícia.

Para se proteger, a advogada sugere evitar clicar em links e nunca passar informações mais sensíveis a estranhos ou pessoas que só se tenha conhecido através de redes sociais. Entre os dados estão informações relacionadas à rotina como horários, local de trabalho, dados financeiros e de cartão de crédito e senhas em geral.

Se alguém for vítima desse tipo de golpe, a advogada afirma que o usuário deve registrar ocorrência na Delegacia de Crimes Eletrônicos do seu Estado. "Será fundamental ter coletado alguns dados que possam ajudar na identificação de autoria do criminoso. Por isso, todas as comunicações trocadas pela rede social devem ser registradas, com print de telas, bem como o equipamento deve ser preservado para fins de perícia, se necessário", diz Patrícia.

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