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Empresa que fabrica iPhone contrata psicólogos para conter suicídios

Empresa que fabrica iPhone contrata psicólogos para conter suicídios

Atualizado: Terça-feira, 25 Maio de 2010 as 3:50

A fabricante de eletrônicos Foxconn, de Taiwan, anunciou nesta segunda-feira (24) que está contratando profissionais de saúde mental, entre eles psicólogos, para tentar conter uma onda de suicídios de funcionários de suas fábricas na China.  

O anúncio foi feito dias após mais um funcionário ter se suicidado, pulando da janela de um edifício, informou a edição on-line do jornal de Hong Kong South China Morning Post.

Nesta terça-feira (25), mais um empregado da Foxconn teria se matado. De acordo com os números divulgados pela imprensa local, houve pelo menos 11 tentativas de suicídio de funcionários neste ano. Dois trabalhadores teriam sobrevido, apesar de gravemente feridos.

Depois de mais um suicídio, trabalhadores da companhia fizeram um protesto próximo ao escritório de Hong Kong. Durante o ato, queimaram imagens de iPhones, um dos principais produtos fabricados pela Foxconn, que emprega mais de 700 mil pessoas - cerca de 300 mil em duas fábricas nas províncias chinesas de Shenzhen e Hebei.

Também nesta terça-feira, o presidente da companhia, Terry Tai-Ming Gou, falou sobre o caso. Ele afirmou que fará "todos os esforços" para conter o problema e amenizar os impactos nos demais trabalhadores. Além dos profissionais de saúde, monges budistas vão visitar as fábricas para "confortar os funcionários".

Jornadas mais longas

O fundador da companhia afirma que as fábricas não mantêm trabalhadores em condições ruins. Uma investigação aberta no ano passado pela Apple revelou, porém, que os trabalhadores estavam cumprindo jornadas mais longas do que o máximo permitido.

O caso da Foxconn ganhou repercussão mundial em 2009, depois que um funcionário da Foxconn se suicidou após ser interrogado sobre o sumiço de um protótipo de uma nova versão do iPhone.

A ONG China Labour Watch, que faz campanha pelos direitos dos trabalhadores, criticou a Foxconn por manter o que considerou ser "uma administração estilo militar e condições de trabalho ruins" e pediu que a empresa "inicie uma análise aprofundada da vida nas suas linhas de produção".

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