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Escrevendo com nanopartículas

Escrevendo com nanopartículas

Atualizado: Quarta-feira, 2 Setembro de 2009 as 12

Em estudo publicado na Nano Letters, pesquisadores da Universidade de Berkley, na Califórnia, explicam como desenvolveram a NanoPen - ou nanocaneta.

É importante destacar que o nome dado não se refere ao tamanho do equipamento utilizado, mas sim à sua aplicação em estruturas menores que a largura de 1/50.000 de um fio de cabelo humano.

Na pesquisa, os cientistas explicam que as outras formas existentes de criar padrões desse tipo exigiam instrumentos complexos, que levavam até mesmo horas para completar uma marcação - e precisavam de altas temperaturas para aplicar o padrão à superfície desejada. Essas eram limitações que impediam a ampla utilização de tais técnicas.

Mas os pesquisadores americanos afirmam que a NanoPen resolve todos esses problemas. Em laboratório, eles a utilizaram para depositar várias partículas em padrões específicos na presença de luz e temperaturas relativamente baixas. O processo, que exige o uso de superfícies fotocondutoras especiais, leva apenas segundos para ser completado.

Seu mecanismo utiliza duas forças em particular: uma coletora, responsável por recolher as partículas e concentrá-las no ponto de luz, e uma força imobilizadora, que atrai fortemente as partículas e as imobiliza na superfície desejada.

Para ajustar o tamanho e a densidade dos padrões criados basta alterar a voltagem, intensidade de luz e tempo de exposição durante o processo. A NanoPen pode coletar e imobilizar partículas como nanocristais esféricos de metal ou estrturas como nanotubos de carbono.

Os pesquisadores esperam que a técnica possa ser uma maneira rápida de marcar padrões em fios e circuitos, por exemplo. Ela poderia ser aplicada desde aparelhos eletrônicos até diagnósticos médicos.

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