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EUA tem 3,66 milhões de linhas VoIP em operação

EUA tem 3,66 milhões de linhas VoIP em operação

Atualizado: Quarta-feira, 6 Abril de 2011 as 1:50

Segundo relatórios da FCC (Federal Communications Commission, agência independente ligada ao governo dos EUA), só no primeiro semestre do ano passado o número de linhas ativas de provedores VoIP cresceu de 3,57 milhões para 3,66 milhões, aumento de mais de 90 mil linhas.

Entre estes 90 mil, algumas empresas se destacam. Bryan Martin, CEO e presidente da 8x8, garante que, do total, sua empresa adicionou 18,5 mil novos usuários, crescimento de 13%, enquanto o resto do mercado aumentou em torno de 2,5%.

Outra tendência importante observada é a diminuição do número de linhas residenciais fixas, que passou de 68,6 milhões para 64,5 milhões, mais de quatro milhões a menos. O número de consumidores de VoIP, no entanto, cresceu quase 3 milhões de linhas, indo de 22,4 milhões para 25,2 milhões, ou 12% a mais.

Os dados foram medidos através de dois relatórios recentemente divulgados pela agência. Um se chama “Competição na telefonia local: situação até 31 de dezembro de 2009” e o outro “Competição na telefonia local: situação até 30 de junho de 2010”. Os meses de medição dos dois relatórios dão dicas sobre o mercado de VoIP nos EUA, que apesar de defasados ao menos ajudam a identificar tendências de mercado.

Não há destaque ao Skype ou serviços similares nos relatórios. Ao invés disso, concentram-se em prestadores de serviços tradicionais e players de VoIP, como a Vonage.

Os relatórios da FCC são feitos a partir de seus arquivos. Nos EUA, as operadoras tem o dever de informar a agência sobre seus resultados, sob o risco de serem enquadradas na Lei das Comunicações. Não cumprir a obrigação ou preencher o formulário com dados incorretos pode resultar em multas que vão de US$ 100 mil por dia ou ação com multa máxima de US$ 1 milhão.

Segundo analistas, a melhor conclusão a se tirar dos relatórios é que o mercado de VoIP ainda tem muito a crescer nos EUA e no mundo, e o número de linhas deve aumentar a uma taxa acelerada nos próximos anos. Para Bryan Martin, da 8x8, “como indústria, ainda nem arranhamos a superfície”.       Por Marcelo Vieira

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