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Ex-empregado de revendedora é acusado de sabotar carros virtualmente

Ex-empregado de revendedora é acusado de sabotar carros virtualmente

Atualizado: Quinta-feira, 18 Março de 2010 as 12

A polícia do estado americano do Texas prendeu nesta quarta-feira (17) Omar Ramos-Lopez, de 20 anos, hacker acusado de sabotar virtualmente carros vendidos pela concessionária da qual ele havia sido demitido.

Ramos-Lopez usava a senha de um antigo colega de trabalho para desativar a ignição de carros vendidos pela sua ex-empresa e também para fazer disparar as buzinas deles, segundo a polícia.

Vários donos disseram que tiveram de chamar reboques ou ficaram presos em casa ou no trabalho.

"Ele fez esses clientes, agora vítimas, perderem dias de trabalho", disse Veneza Aguinaga, porta-voz da polícia de Austin. "Eles não entendiam o que estava acontecendo com seus carros."

O suspeito foi recolhido à cadeia do condado de Travis, com fiança estabelecida em US$ 3 mil.

A concessionária em que ele trabalhava instalava aparelhos de GPS que tinham a funcionalidade de impedir que fosse dada a partida. O sistema pode ser usado para recuperar os carros quando os clientes estão inadimplentes. O sistema que ativa as buzinas virtualmente tem a função de ajudar na localização quando os cobradores acreditam que os proprietários devedores estão  "escondendo" os veículos.

O dono da empresa, Jeremy Norton, disse que está tomando providências para que isso não aconteça mais.

Eles suspeitaram que algo estranho estava acontecendo em meados de fevereiro. Funcionários descobriram que alguém estava entrando no sistema e mudando nomes de clientes. Por exemplo, havia um registro fraudade de que o rapper Tupac Shakur, já morto, comprou um carro em 2009.

Logo, os clientes começaram a reclamar que seus carros recém-comprados não davam partida, ou que as buzinas tinham disparado, obrigando-os a desligar a bateria.

Inicialmente, a revendedora achou que se tratava de problemas técnicos.

Depois, funcionários descobriram que alguém tinha encomendado US$ 130 mil em peças da companhia que faz os aparelhos de GPS.

Avisada do caso, a polícia conseguiu rastrear o computador de Ramos-Lopez, o que levou à prisão do suspeito.

O dono da empresa disse que, ao ser demitido, Ramos-Lopez não parecia especialmente irritado. Segundo ele, o funcionário, depois de preso, parecia agir como se achasse que estava só "pregando uma "peça" sem consequências.

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