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Fone da Koss tem bom som e visual retrô

Fone da Koss tem bom som e visual retrô

Atualizado: Quinta-feira, 24 Fevereiro de 2011 as 11:32

O Koss Porta Pro 25 é a edição comemorativa do aniversário de 25 anos deste fone, cujo lançamento foi realizado nos anos 80 – e nunca deixou de ser comercializado. As diferenças para o original se limitam às cores, ao revestimento do cabo e à embalagem, voltada para colecionadores. Os fatores que colaboraram para a vida extensa do gadget foram a ótima relação preço/qualidade de áudio, sua leveza e oferecimento de garantia vitalícia por parte da fabricante. Infelizmente, a versão que testamos, que teve produção limitada, sai por incríveis 380 reais. Para se ter uma ideia, nos EUA, o produto autêntico e sem frescuras, o qual costumamos ver na cabeça de músicos durante apresentações, custa 32 dólares.

O visual da armação que tem o Porta Pro é bastante peculiar. A ideia do projeto inicial era aliviar a pressão que fones de ouvido podem exercer sobre as orelhas, canalizando-a para as têmporas – e parece ter dado certo. Ao colocar o dispositivo na cabeça, são notáveis a liberdade com que podemos retirá-lo e a sutileza com que ele senta nos ouvidos. Apesar disso, o conforto não é completo: sua tiara, feita em metal, dispensa estofo. As almofadas, em si, não são de alta qualidade, mas também não chegam a incomodar. O que desagrada mesmo é que, dependendo do manuseio, os cabelos podem ficar presos no sistema de regulagem de tamanho (com a prática, o problema some).

Por usar pouco material em sua construção plástica/metálica, o Porta Pro mantém seu peso no patamar baixíssimo de 68 gramas. Isso faz com que o dispositivo, em teoria, resista mais a quedas, mas também faz com que a tarefa de manipulá-lo envolva maior delicadeza, por causa de sua aparência frágil. De um modo ou de outro, a garantia para o resto da vida deve tranquilizar até os mais apegados. Para os momentos em que não se está ouvindo música pelo seus altofalantes, o fone é dobrável para dentro, o que reduz dramaticamente o espaço que ocupa.

Como é possível ver na foto abaixo, o gadget original possui cor bastante chamativa. Na edição do teste, o azul que recobre a proteção do altofalante é substituído por preto. O cabo do Porta Pro, na versão comemorativa, ganha revestimento em tecido para maior resistência a trancos.

A carapaça do Porta Pro, como dá para notar, é singular – e com seus altofalantes a história é a mesma. Utilizando o forte ímã de neodímio, os transdutores foram construídos desde a primeira unidade do fone em conjunto com seus suportes, o que, segundo a Koss, aumenta a mobilidade do falante, ao mesmo tempo em que diminui a ocorrência de distorção. O dispositivo possui ampla resposta de frequência, geralmente usada como critério para mensurar a competência de altofalantes: ele reproduz sons de 15 a 25.000 hertz.

Na prática, o dado técnico que é a resposta de frequência significa maior clareza e fidelidade sonora. O Porta Pro, por ser leve e pequeno, surpreendeu na quantidade de graves que consegue gerar, além da clareza das outras faixas do espectro. Ao mesmo tempo em que seu nível de detalhe não é clínico, como devem ser fones de referência profissionais, tampouco é ríspido – o que torna a experiência sonora do fone, no geral, “morna” e agradável.

O estilo do Porta Pro é almofada, daqueles que não envolvem as orelhas, mas sim sentam sobre elas. Mais especificamente, podemos dizer que sua categoria é dos dispositivos semi-abertos, que deixam vazar, praticamente, metade do som produzido. Isso significa um mau isolamento de ruídos externos e, também, um som um pouco mais aberto. Em outras palavras, escutar música no gadget dá maior sensação de espaço que dispositivos fechados por completo (como, por exemplo, o Bose QuietComfort 15).

Por possuir alta sensibilidade, de 101 dB/mW, o Porta Pro reproduz som alto mesmo quando conectados a dispositivos de baixa impedância de saída, como os tocadores de MP3. A impedância do fone é de 60 ohms.

Em conclusão, é difícil imaginar que alguém pagaria quase 400 reais num fone tão singelo: falta-lhe robustez, conforto e cancelamento de ruídos. Por outro lado, em sua versão comum (a não-comemorativa), o Porta Pro é passivo de se encontrar por metade desse valor, o que torna sua compra perfeitamente considerável – em especial quando se leva em consideração a qualidade de áudio. Batendo mais uma vez na tecla, é de se levantar a hipótese de aquisição no exterior: o Porta Pro 25 custa, mais ou menos, 50 dólares e, sua versão original, apenas 32 – não espanta ser o produto mais vendido pela Koss há décadas.    

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