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Funcionário de loja da Apple nos EUA quer formar sindicato

Funcionário de loja da Apple nos EUA quer formar sindicato

Atualizado: Segunda-feira, 13 Junho de 2011 as 1:42

Um funcionário de uma loja da Apple em San Francisco (EUA) começou uma campanha para sindicalizar os empregados da divisão de varejo da empresa. Cory Moll está trabalhando para formar um sindicato com o objetivo de lutar por melhores salários e benefícios e corrigir o que vê como práticas de trabalho injustas.

“As questões básicas são remuneração, salários e benefícios”, disse Moll. Ele acrescentou que decidiu sair a público com sua ideia de criar um sindicato para encorajar a adesão de outros funcionários de lojas da companhia.

Loja da Apple em Nova York, nos Estados Unidos (Foto: Shannon Stapleton/Reuters)

  Embora os sindicatos sejam fortes em setores como transporte rodoviário e automotivo, são quase desconhecidos nas empresas de tecnologia do Vale do Silício. A campanha incipiente de Moll também é incomum dada a reputação da Apple, que tem funcionários muito leais à marca. A Apple conta com mais de 30 mil trabalhadores em sua divisão de varejo, que opera 325 lojas em todo o mundo.

Moll, que trabalha na Apple há quatro anos, disse que ganha US$ 14 por hora em uma loja da empresa em San Francisco. O salário mínimo por hora em San Francisco, uma das cidades mais caras dos Estados Unidos, é de US$ 9,92.

O funcionário de 30 anos ainda não obteve grande apoio público de parte dos colegas até agora, embora afirme ter recebido e-mails com expressões de apoio. “Há muita hesitação sobre isso”, disse. “Não creio que haja mais de 50% de apoio em loja alguma, mas as pessoas falam a respeito; podemos estar perto disso em uma ou duas lojas”.

É necessária a adesão da maioria dos trabalhadores em uma dada unidade antes que seja possível formar um sindicato. Um funcionário da Apple confirmou que Moll trabalha para a empresa, mas se recusou a comentar sobre o esforço de criar um sindicato.          

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