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Google acusa Apple, Microsoft e Oracle de complô contra Android

Google acusa Apple, Microsoft e Oracle de complô contra Android

Atualizado: Quinta-feira, 4 Agosto de 2011 as 1:43

Celulares com Android, como o Xperia Pro, são

vendidos por 39 fabricantes (Foto: Divulgação)

  O diretor jurídico do Google, David Drummond, acusou na quarta-feira (3) a Microsoft, Apple e Oracle de “organizar uma campanha hostil” de aquisição de patentes para impedir o sucesso do sistema operacional Android.

No blog oficial da companhia , o executivo do Google afirmou que as três gigantes tecnológicas, junto a outras entidades, fizeram um acordo para comprar patentes das empresas de software Nortel e Novell “para garantir que Google não as conseguisse”.

"Microsoft e Apple sempre foram inimigas ferrenhas, e por isso quando terminam juntas na cama, você precisa começar a questionar o que está acontecendo", escreveu Drummond no blog do Google.

Segundo Drummond, a finalidade do plano é cobrar do Google US$ 15 por cada dispositivo baseado no Android, para torná-lo mais caro para os fabricantes, que iriam preferir o Windows Phone 7, da Microsoft. Hoje, a licença do Android é fornecida gratuitamente. “As patentes foram criadas para incentivar a inovação, mas ultimamente elas estão sendo usadas como armas para impedi-la'”, escreveu Drummond.     Desde seu lançamento em 2008, o Android cresceu e se transformou no sistema operacional mais popular do mundo no mercado de smartphone, com participação de 48%, segundo dados da consultoria Canalys.

“Mais de 550 mil dispositivos Android são ativados por dia por meio de uma rede de 39 fabricantes e 231 distribuidores”, disse o diretor do Google. Drummond indica que o desenvolvimento de um telefone de alta tecnologia pode motivar em torno de 250 mil pedidos de patentes e criticou que os concorrentes queiram “impor uma taxa” para tornar os aparelhos baseados no Android mais caros.

“Em vez de concorrer lançando novas características ou aparelhos, fazem-no litigando”, manifestou o diretor, que considera essa estratégia como “anticompetitiva” e alerta sobre a formação de uma bolha no mercado das patentes.          

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