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Google quer lançar livraria on-line até o final de julho

Google quer lançar livraria on-line até o final de julho

Atualizado: Quarta-feira, 5 Maio de 2010 as 9:46

O Google anunciou nesta terça-feira (4) que vai começar a vender livros digitalizados até o final de julho, com o consentimento das editoras e sem esperar que a justiça chegue a uma solução para a questão das obras que caem no domínio público. Essa livraria virtual, batizada de Google Editions, "não terá preferência de aparelho e será lançada até o final de julho", indicou à AFP Gabriel Stricker, porta-voz do Google.

O anúncio significa que qualquer aparelho de leitura digital, incluindo o tablet iPad, da Apple, um telefone celular ou um computador, permitirá o acesso à livraria virtual, que apresentará livros que as próprias editoras querem que sejam vendidos on-line, segundo o Google.

Desde a Feira do Livro de Frankfurt, em outubro, a empresa vem indicando que pretende lançar este ano o seu serviço Google Editions, com uma oferta de várias centenas de milhares de obras.

Essa oferta concorrerá com a da Amazon, que vende o tablet de leitura Kindle, líder no mercado, que também tem uma livraria virtual com o mesmo nome do e-reader, enriquecida com mais de 500 mil títulos e acessível também por computador e pelos iPad, iPhone e iPod da Apple.

A própria Apple lançou junto com o iPad, vendido há um mês nos Estados Unidos, o seu serviço iBookstore, que permite a compra dos títulos digitalizados, com o apoio de cinco das seis principais editoras norte-americanas.

Em outubro, o Google havia anunciado que, assim como a Apple, deixaria as editoras fixarem o preço dos livros, e que ficaria com 55% dos lucros, sendo que grande parte seria revertida para as livrarias.

O Google já digitalizou mais de 12 milhões de livros.

Google, editoras e escritores norte-americanos esperam ainda que um juiz nova-iorquino se pronuncie sobre o acordo a que chegaram, que foi anunciado em outubro de 2008.

O acordo prevê o investimento de US$ 45 milhões para indenizar autores e editoras, cujas obras teriam sido digitalizadas sem autorização, e a criação de um fundo de US$ 30 milhões para remunerar aqueles que aceitarem que seus livros sejam digitalizados.

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