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Há vagas no smartphone

Há vagas no smartphone

Atualizado: Segunda-feira, 13 Dezembro de 2010 as 11:58

Tenório, do Cesar, diz que ter uma boa formação nas disciplinas básicas de programação ajuda muito. “Para trabalhar com sistemas para celular é preciso conhecer profundamente algoritmos e estrutura de dados”, explica. Por conta do aquecido mercado de desenvolvimento para celular, os cursos universitários estão enfatizando o estudo de interfaces, observa o professor Márcio Minho, da Faculdade de Informática da PUC-RS. “Essa não era uma preocupação tão forte no desenvolvimento de programas para computadores ou para a web quanto é para os celulares”, avalia.

Embora as universidades estejam apenas começando a dar noções de aplicativos móveis a seus alunos, elas ainda são o melhor celeiro de talentos. A Mowa, empresa de soluções de mobilidade, tem parceria com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Sete dos seus 15 desenvolvedores saíram de lá. “Estamos na oitava geração de estagiários, investindo na formação deles. No mercado, são considerados ouro”, diz Guilherme Santa Rosa, VP de tecnologia da Mowa.

Além dos estagiários e funcionários, Guilherme também conta com colaboradores externos, para atuar em projetos específicos.  

As operadoras também têm dado atenção a esses profissionais independentes. A Vivo lançou, no primeiro semestre, um portal para desenvolvedores, onde podem ser cadastrados os programas criados. Em setembro, tinha 700 aplicativos e jogos. Depois da fase de testes, os programas são postos à venda no site da Vivo. “Destinamos 70% do preço de venda ao desenvolvedor”, explica Hugo Janeba, vice-presidente de marketing e inovação da Vivo.

Mesmo com toda agitação do mercado de programas para smartphones, os especialistas já se preparam para um novo desafio: os tablets. Desenvolver aplicativos para o iPad e outros produtos da categoria é um trabalho semelhante ao de criar aplicativos para celulares. “Os clientes já começam a nos encomendar projetos”, diz Santa Rosa.    

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