MENU

Intel quer vender código para liberar recursos de processadores

Intel quer vender código para liberar recursos de processadores

Atualizado: Segunda-feira, 20 Setembro de 2010 as 1:48

A Intel está testando uma polêmica estratégia: vender processadores com recursos bloqueados e cobrar uma taxa extra para a sua liberação.

Por enquanto o único produto com este “recurso” é o processador G6951, cujos proprietários podem, ao custo de US$50,00 (R$85,00), transformá-lo no levemente superior G6952.

O serviço, chamado “Intel Upgrade Service” é análogo à tática empregada em aplicativos e jogos com recursos que são liberados se o usuário comprar determinados códigos. Por exemplo, o “Windows Anytime Upgrade”, presente nos Windows Vista e 7 (mas indisponível no Brasil), permite que o usuário faça o upgrade para uma versão mais cara do Windows que já está disponível no disco original, só dependendo do código vendido em separado para funcionar. No caso da Intel, o upgrade pode ser adquirido com um cartão similar aos usados para carregar créditos em celulares pré-pagos, com um código que se revela ao raspar uma determinada área.

Bloquear recursos também não é novidade no mundo dos processadores: versões mais baratas de chips costumam ser iguais às mais avançadas, exceto por limitações impostas na fábrica. Esta estratégia, chamada binning , difere no fato de que suas restrições são decididas a partir de testes realizados pelo fabricante – se um processador apresenta defeito em um recurso, ele é desativado definitivamente e o produto é então vendido a um preço menor. No novo conceito da intel, o recurso não estaria com defeito, mas apenas desativado para comercialização posterior.

Na página da Intel sobre o programa fica clara a intenção do programa de conquistar revendedores e fabricantes de computadores, que venderiam o upgrade e em troca de uma partilha dos lucros. Segundo o site OsNews a iniciativa ainda é um teste limitado aos EUA , Canadá, Holanda e Espanha, mas as reações negativas na internet já afloram em sites especializados , blogs e em comentários dos leitores.

Postado por: Guilherme Pilão

veja também