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Kindle 3 deixa os rivais para trás

Kindle 3 deixa os rivais para trás

Atualizado: Sexta-feira, 27 Agosto de 2010 as 10:30

Pena que não existe um reality show chamado & Postado por: Thatiane de Souza

Tamanho e preço reduzidos

O tamanho reduzido é resultado de uma diminuição de 21% em relação ao Kindle anterior. O novo mede 20,3 x 13,4 x 1,0 centímetros, mas a tela tem as mesmas seis polegadas. Os designers da Amazon fizeram o que já deveriam ter feito há algum tempo: eliminaram boa parte da borda de plástico do aparelho.

Agora o Kindle é ridiculamente leve: com 289 gramas, tem um terço do peso do iPad. É uma vantagem importante para um aparelho que deve ser segurado por várias horas.

Chegamos então ao preço de US$ 140 para o modelo com Wi-Fi nos Estados Unidos (no Brasil , ele custa cerca de R$ 550, incluindo envio e impostos). Um Kindle com acesso 3G, além do Wi-Fi, custa US$ 50 a mais. Mas para muita gente o modelo Wi-Fi deve ser o suficiente. Esses US$ 140 são uma queda brusca em relação ao preço original de US$ 400, e uma pequena parte do valor de um iPad (que começa em US$ 500).

Sim, claro, é um pouco bobo comparar o Kindle com o iPad, um computador de verdade com muito mais recursos. Apesar disso, vale a pena chamar atenção para o fato de que o catálogo de livros do Kindle tem 630 mil livros, cerca de dez vezes mais do que a oferta de livros da Apple. Os concorrentes de verdade do Kindle são o monte de e-readers extremamente parecidos entre si e com a tecnologia de tinta eletrônica (E-ink). A E-ink é muito boa para ler, mas é uma tecnologia muito limitada. Ela funciona aplicando uma carga elétrica a milhões de partículas minúsculas, fazendo com que elas fiquem congeladas e formem letras e imagens. O resultado é muito parecido com uma tinta em papel.

Prós e contras da E-ink

A E-ink também é boa no quesito bateria, já que somente ao & Mas a E-ink também tem vários problemas. Um deles é a lentidão para mudar as páginas. No novo Kindle a troca de páginas leva bem menos de um segundo. É o menor tempo entre e-readers, deixando os rivais bem para trás. Mas a troca de páginas ainda tem uma transição esquisita, uma característica imutável da E-ink.

As limitações da E-ink significam que ela nunca vai exibir vídeo. E, claro, não pode mostrar cores. No mês passado, o fundador da Amazon, Jeff Bezos, respondeu dessa forma a críticas sobre a tela: & Ainda assim, a Amazon claramente investiu muito tempo na melhoria da tela de E-ink do Kindle. O cinza de fundo é mais claro do que em qualquer outro leitor, produzindo um contraste superior ao dos concorrentes. No mundo dos livros com proteção contra cópia, escolher um aparelho é uma decisão complicada. Não se está apenas comprando um aparelho, mas também escolhendo uma loja de livros, já que, de modo geral, livros comprados de uma empresa não abrem em aparelhos concorrentes (a exceção: o Nook e os leitores da Sony usam o mesmo sistema de proteção). Mesmo no novo Kindle, não dá para ler livros desbloqueados com o formato ePub, como é possível nos rivais.

Entretanto, a Amazon oferece excelentes software de leitura para Macs, PCs, iPhones, iPads e celulares com Android. Em outras palavras, não é necessário comprar um Kindle para ler livros da Amazon. Dá para comprar um livro e ler em vários aparelhos. Os livros do Kindle têm até sincronização. Assim, cada aparelho & De modo geral, as lojas online são muito boas quando se quer livros em inglês (com exceção da loja da Apple, que tem poucos títulos). O preço parece ter se nivelado. No geral, Amazon, B&N e Sony têm preços parecidos para os maiores sucessos. Infelizmente, muitos deles agora custam US$ 13, mais do que os US$ 10

que a Amazon costumava cobrar por seus best-sellers.

Esses preços parecem altos. Já que os livros digitais não são impressos, embalados e transportados, deveria haver uma redução de custo. E é ridículo que você não possa vender ou mesmo dar um livro depois que termina de ler. Você pagou por ele, por que não pode passá-lo adiante? (fim da reclamação).

Capacidade aumentada

O novo Kindle guarda o dobro de livros de seu antecessor, cerca de 3,5 mil. O pequeno joystick foi substituído por um botão direcional. Os botões para avançar e voltar entre as páginas ficam nas bordas e ficaram silenciosos. Além disso, o novo Kindle lida melhor com arquivos PDF. Dá para adicionar notas aos textos e usar o recurso de zoom.

É claro que os concorrentes também têm seus atrativos. O Nook, por exemplo, tem uma pequena tela colorida abaixo da tela de leitura. Essa tela menor é usada para navegar entre os livros guardados no aparelho. Já os modelos da Sony têm telas sensíveis ao toque.

Mas o que faz o sucesso do Kindle não é o que a Amazon acrescentou ao aparelho, é o que a empresa removeu: tamanho, peso e preço. As duas telas do Nook tornam o aparelho um pouco complicado. As telas adicionais da Sony prejudicam a legibilidade dos textos.

Enquanto isso, alguns fatos são inquestionáveis. O novo Kindle tem a melhor tela de E-ink, as mudanças de páginas mais rápidas, o corpo mais fino e leve e o menor preço entre os e-readers. É também o mais confortável e sofisticado.

Não há dúvidas, os próximos episódios de &<47;Os encontros de executivos mais malucos dos Estados Unidos&<48; não serão filmados na Amazon, mas sim nos escritórios dos rivais.

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