Kodak reestrutura negócios e ações disparam 30% em Nova York

Kodak reestrutura negócios e ações disparam 30% em Nova York

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:17

A Eastman Kodak anunciou nesta terça-feira (10) uma nova estrutura de negócios em meio à tentativa de se consolidar como uma companhia digital e afastar as dificuldades financeiras. A companhia simplificou sua organização para reagrupar suas atividades em duas grandes divisões: uma para o grande público e outra para os profissionais.


Os dois novos segmentos de negócios substituirão os três existentes atualmente:comunicação gráfica, imagens digitais para o grande público e películas, retoques e lazer.
As mudanças na organização foram efetivadas desde 1 de janeiro e serão perceptíveis nos resultados do primeiro trimestre. Esta simplificação implicará em uma grande redistribuição dos postos no organograma da empresa.
"A medida em que se completa a transformação da Kodak em uma empresa digital, nossos mercados futuros serão muito diferentes dos do passado, e deveremos nos organizar para apoiar essa mudança", afirmou o presidente Antonio Perez em um comunicado.


Às 14h22, horário de Brasília, as ações já apresentavam alta de 29,9%, para US$ 0,52.


A notícia vem à tona enquanto a companhia tenta resolver a crise de liquidez gerando caixa por meio de novos financiamentos e vendas de ativos.
O "Wall Street Journal" noticiou na semana passada que a Kodak estava se preparando para pedir proteção contra falência caso não consegua vender patentes digitais para levantar capital. Um porta-voz se negou a comentar a possibilidade de proteção contra falência.


A Kodak vem tentando novos financiamentos para continuar operacional, já que continua perdendo dinheiro em seus novos negócios. Além de tentar captar recursos através de dívida, a empresa contratou a Lazard em julho para vender uma carteira de patentes, que daria o dinheiro de que precisa.


A companhia contratou a FTI Consulting para ajudá-la na reestruturação e também chamou advogados especializados nesse tipo de operação. A fabricante está sob pressão pública desde setembro, quando sacou dinheiro de uma linha de crédito, preocupando investidores quanto aos níveis de liquidez.


A companhia perdeu três membros do Conselho no fim de dezembro. Na semana passada, alertou aos investidores que poderia deixar a Bolsa de Nova York se não aumentar o preço das ações em seis meses.

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