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Mercado europeu de videoconferência cresce 20% em 2010

Mercado europeu de videoconferência cresce 20% em 2010

Atualizado: Terça-feira, 24 Maio de 2011 as 2:19

O mercado europeu de videoconferência cresceu 20% no ano passado, chegando a US$ 518 milhões em receitas, segundo um relatório da Frost & Sullivan. O documento aponta que a redução do custo com viagens de negócios é um dos principais motores do mercado. Além disso, o mercado deve crescer, conforme a videoconferência avança entre as pequenas e médias empresas.

As nuvens de cinzas que o vulcão islandês Eyjafjallajökull lançou sobre os céus da Europa em 2010 também foram um grande incentivador para os sistemas de videoconferência. Na ocasião, vários aeroportos da Europa ficaram fechados por vários dias. Os pedidos de informação sobre videoconferência saltaram 180% durante o fechamento.

Segundo a vendedora de sistemas de videoconferência britânica Regus, o crescimento anual do interesse, mesmo após o evento, ajudou as empresas europeias a se comprometerem com a videoconferência.

"Ele [o vulcão] ensinou que as empresas de comunicação de vídeo podem substituir as viagens aéreas demoradas e custosas", disse Celia Donne, diretora regional da Regus. "No momento em que empresas de todos os tamanhos querem cortar custos de viagens e diminuir suas emissões de carbono, por que gastar dinheiro em voos internacionais quando podem alcançar os mesmos resultados na sala de vídeo mais próxima?”

A empresa de pesquisa Frost & Sullivan concorda. "A necessidade das empresas de reduzirem seus custos com viagens, mantendo comunicação com seus trabalhadores e clientes, irá conduzir o mercado europeu de terminais de videoconferência", diz Iwona Petruczynik, analista de pesquisa da Frost & Sullivan, acrescentando que "as políticas ambientais cada vez mais rigorosas impostas pelo Parlamento da União Europeia também vai promover o desenvolvimento do mercado."

Os obstáculos para adoção na Europa são os mesmos nos EUA, especialmente a dificuldade de fixar um retorno sobre o investimento fixo quanto aos benefícios da comunicação visual, que continuam a impedir grandes investimentos. O esforço necessário para mudar comportamentos de trabalho já estabelecidos também foi citado como um problema.        

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