MENU

Ministério e Exército criam centro contra ataques virtuais

Ministério e Exército criam centro contra ataques virtuais

Atualizado: Domingo, 31 Julho de 2011 as 9:48

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou nesta sexta-feira (29) que, a partir de uma parceria com o Exército, a pasta criou um Centro de Defesa Cibernética para combater ataques virtuais a sites do governo, como os registrados em junho deste ano.

“Tivemos ontem [quinta] um seminário do ministério em conjunto com o Exército e decidimos criar o Centro de Defesa Cibernética para atuar em quatro frentes: prevenir o sistema contra ataques; criar redundância no sistema, a exemplo do que existe na rede elétrica para evitar quedas; estabelecer defesas para o sistema; e criar mecanismos para agilizar o restabelecimento operacional dos portais”, disse Mercadante durante a cerimônia de recepção à presidente da Argentina, Cristina Kirchner, no Palácio do Planalto.

Embora tenha dito que o centro já tem até orçamento para atuar na defesa dos portais do governo brasileiro, Mercadante não informou o volume de recursos a ser aplicado no projeto nem explicou, na prática, como o centro funcionará.

O ministro pregou a importância de o governo “se atualizar” nas discussões sobre políticas para a área e pregou maior diálogo com os “hackers éticos”, como ele classificou. Mercadante lembrou a importância das discussões sobre software livre e defendeu a parceria do ministério para aprimorar sistemas do governo.

“Temos de diferenciar os hackers dos crackers [criminosos virtuais]. O hacker ético é com quem queremos dialogar e esse grupo quer mais transparências nas informações de governo, quer mais espaço, e o governo vai ter de se atualizar para dialogar com esse pessoal. Não devemos tratá-los criminalizando essa demanda”, disse Mercadante.

Política nuclear

Mercadante também falou dos projetos em parceria com os argentinos na área nuclear. Segundo o ministro, até o final do ano deve ser concluído o projeto de construção de um reator nuclear em parceria com a Argentina para explorar a energia nuclear em fins pacíficos, como na produção de insumos para tratamento de saúde.

fonte: G1

veja também