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Novos vírus para celulares cresceram 46% em 2010, diz McAfee

Novos vírus para celulares cresceram 46% em 2010, diz McAfee

Atualizado: Terça-feira, 8 Fevereiro de 2011 as 11:17

As ameaças a celulares cresceram muito em 2010, já que a proliferação de aparelhos móveis como smartphones e tablets oferece novas oportunidades a hackers, afirma a produtora de software McAfee. Em relatório sobre as ameaças no 4º trimestre, divulgado nesta terça-feira (8), a McAfee informou que os novos malware para celulares identificados pela empresa em 2010 subiram 46% ante o total de 2009.

"À medida que mais usuários ganham acesso à internet por meio de um conjunto cada vez mais extenso de aparelhos – computadores, tablets, smartphones ou TVs conectadas –, as ameaças on-line continuarão a crescer em tamanho e sofisticação", afirmou a companhia.

Adobe como alvo

A McAfee, que está sendo adquirida pela Intel por US$ 7,68 bilhões, prevê que a Adobe continuará a ser um dos alvos preferenciais de hackers em 2011, depois de ultrapassar a Microsoft em termos de popularidade, em 2010. A empresa atribuiu a tendência à popularidade crescente da Adobe em aparelhos móveis e ambientes em que o software da Microsoft não é utilizado, aliada ao uso cada vez maior de arquivos em formato PDF para a distribuição de malware.

A McAfee afirmou que o Android se tornou alvo de um cavalo de Troia que se oculta em aplicativos e jogos. No 4º trimestre de 2010, o sistema operacional do Google ultrapassou em popularidade o sistema Symbian, da Nokia, entre smartphones. E os ataques a computadores por motivos políticos cresceram, segundo a empresa. O protagonista mais conhecido é o grupo de ativistas "Anonymous", que atacou páginas de organizações que "boicotaram" o site WikiLeaks.

Menos spam

A McAfee afirmou que o nível de spam decresceu acentuadamente, especialmente na segunda metade do 4º trimestre. O volume de spam no final do ano era 62% inferior ao do começo de 2010.

Porém, a companhia afirmou que a redução no spam representa um simples período de transição, com diversas botnets – redes de computadores invadidos por hackers que agem de modo conjunto – entrando em repouso durante um período normalmente movimentado do ano.    

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