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Para educadores, tecnologia na sala de aula é fundamental

Para educadores, tecnologia na sala de aula é fundamental

Atualizado: Sexta-feira, 27 Maio de 2011 as 2:35

É quase unânime: na América Latina, 99% dos profissionais ligados à educação acham que a tecnologia tem um papel fundamental no modo como os alunos aprendem no ambiente escolar. A informação faz parte de uma pesquisa global realizada pelo Clarus Research Group e encomendada pela Cisco. O estudo constatou que no Brasil e no México (os dois países lationamericanos pesquisados) os profissionais de educação são os mais entusiastas com relação à tecnologia, à frente inclusive dos EUA, Índia, China (que tiveram 84%) e Japão (68%).

A maioria dos entrevistados brasileiros (88%) considera que a tecnologia também é positiva no processo de ensino, auxiliando professores e educadores. No mundo, a média não passou de 76%. Na América Latina, 91%. “O ponto principal da pesquisa é mostrar que a tecnologia representa uma grande oportunidade para a educação”, diz o diretor sênior para o mercado de educação da Cisco, Frank Florence. Para ele, “a missão da Cisco nesse contexto é “auxiliar os educadores a saberem do que precisam, e colocá-los mais próximos dos alunos através da tecnologia”.

Hoje, o segmento de educação ocupa a quarta posição em importância de investimentos para a Cisco, seguido, na ordem, pelo setor bancário, de governos e indústrias. “A educação é um mercado importante para a Cisco”, diz Florence. “As esperanças que a América Latina tem na educação são maiores que em outro qualquer lugar do mundo. Isso é bom, pois os governos desta região veem com cada vez mais atenção a relação entre tecnologia de ponta na educação e um futuro de bem estar social.”

No Brasil, as atividades da vertical de educação da Cisco começaram em dezembro do ano passado. “Apesar de recente, a demanda por todo tipo de soluções na área de educação, como virtualização de servidores em universidades, instalação de redes wi-fi e equipamentos de segurança nas escolas, está nos surpreendendo”, diz Ricardo Santos, diretor da área de vertical de educação da Cisco Brasil. “As perspectivas de crescimento deste mercado são enormes, principalmente para os próximos anos, com o aumento dos investimentos.”

As três principais questões ligadas à tecnologia para os profissionais pesquisados na América Latina são: proteger estudantes contra utilização indevida da internet, melhorar o trabalho conjunto entre estudantes e instituições e reduzir custos administrativos usando novas tecnologias.

Para a pesquisa, foram entrevistados 1,1 mil professores e gestores da área de educação, além de profissionais de TI diretamente envolvidos com o setor, entre setembro e novembro de 2010, sendo 600 nos EUA e 500 em outros 14 países do mundo. Metade dos entrevistados era de escolas de ensino fundamental e médio e a outra metade de faculdades e universidades.

Há outros resultados interessantes. No Brasil e México, 94% dos entrevistados acreditam que a tecnologia possui um papel importante na preparação da força de trabalho do futuro, contra 70% de outras regiões pesquisadas. Além disso, na AL, os entrevistados acham que a tecnologia garantirá aos alunos uma boa preparação para atuarem em uma economia cada vez mais globalizada, além de aumentar a empregabilidade dos estudantes após a graduação.

A América Latina é a região com maior percepção do valor da aprendizagem on-line global, ao lado do Oriente Médio e África, com pontuação de 8,7 em uma escala de 1 a 10. Aqui, 70% dos entrevistados acreditam que a tecnologia deve melhorar a qualidade do ensino, e que essa tecnologia deve primar por inovação e criatividade. Para tanto, os latinoamericanos acreditam que são necessários investimentos em serviços wireless (54%), vídeo (46%) e em tecnologia para salas de aula (43%), como quadros interativos, por exemplo.

  Considerando os inúmeros desafios que a educação brasileira ainda deve enfrentar nos próximos anos, Ricardo Santos é otimista. Para ele, a “adoção de novas tecnologias na sala de aula incentiva a educação. Os professores se sentem valorizados com a aquisição de equipamentos que melhoram a forma de ensinar e aprender.”         Por Marcelo Vieira

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