MENU

PNBL abre possibilidade dos provedores atenderem nichos não explorados do mercado

PNBL abre possibilidade dos provedores atenderem nichos não explorados do mercado

Atualizado: Sexta-feira, 4 Março de 2011 as 10:54

Dificuldades porém barram em como oferecer garantia ao BNDES para financiamento.

O Plano Nacional de Banda Larga é uma oportunidade dos players do mercado de Internet atuarem em áreas ainda não descobertas pelo mercado, mas um dos entraves é como dar garantia ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. “Este tipo de empresa não tem uma indústria paupável para isso. Poderia fornecer talvez sua carteira de clientes”, foi a possibilidade levantada por Antonio Eduardo Neger, diretor presidente do conselho de estudos jurídicos da Abranet, Associação Brasileira de Internet, um dos palestrantes do 5º Encontro IPNews, que teve o tema Regras e regulamentações: o impacto nos negócios de Telecom.

Neger também acredita que o PNBL permite aos provedores investirem em novas tecnologias, gerenciar conteúdos locais, democratizar a informação e atuar a favor de questões como combate às fraudes, pedofilia e racismo, além de incentivar comércio eletrônico entre empresas e usuários residenciais locais.

Antonio revelou que os provedores conseguem aumentar ou diminuir a banda liberada, de acordo com o site em que o usuário navega: “quando o internauta acessa medidor de velocidade, por exemplo, liberam toda a banda, que atesta a velocidade máxima vendida. Checando o perfil de usuários que têm servidor e baixam filmes piratas o tempo todo, cortam a velocidade dele, justificando boas práticas na Internet e ao mesmo tempo ferindo a isonomia na navegação”.

Um balanço positivo foi apresentado no evento: toda cidade brasileira já tem pelo menos um provedor. “Eles já estão em mais de quatro mil municípios. Acredito que ainda temos um mercado potencial em voz sobre IP e serviços de valor agregado: lá fora os players de Internet com mais sucesso não estavam baseados em infraestrutura e sim, no valor agregado, como Facebook, Google e Twitter”.

O executivo ainda traçou um panorama positivo do setor: “tínhamos mais de 28,5 milhões de internautas residenciais ativos em 2009, segundo o Ibope Nielsen. O crescimento do comércio eletrônico de 2003 a 2008 alcançou 580%, segundo o e-bit e movimentou R$ 10 bilhões no ano passado”.

Na divisão do tempo online no mundo, as conexões sociais, que não existiam há três anos atrás, já são 6%; trabalho, negócios e educação 14%; entretenimento e lazer 18%; compras e viagens 8%; consumo 22% e outros 34%.

Escrito por Francine Machado   

veja também