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Sarkozy quer reunir G20 para tratar de direitos autorais na internet

Sarkozy quer reunir G20 para tratar de direitos autorais na internet

Atualizado: Quarta-feira, 19 Janeiro de 2011 as 5:28

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta quarta-feira sua intenção de convocar uma reunião do Grupo dos Vinte (G20, que agrega os países ricos e os principais emergentes), cuja Presidência atualmente é de responsabilidade da França, para discutir sobre propriedade intelectual na internet.  

"Desejo (...) que antes do (encontro do) G20 em Cannes (em novembro) haja uma cúpula sobre a questão dos direitos autorais, porque tentamos avançar juntos. Não uns contra os outros, mas uns com os outros", declarou o presidente francês em discurso proferido a representantes de instituições culturais e educacionais.

Sarkozy já havia anunciado sua intenção de reunir "os grandes agentes da sociedade virtual" dos países do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia), às vésperas do encontro do grupo em Deauville, no noroeste da França, nos próximos dias 26 e 27 de maio.

"Vamos discutir uma questão central, a da internet civilizada", afirmou o chefe do Estado francês, que frisou que não busca a web "regulada", mas "civilizada".

Segundo o presidente francês, não se pode "consumir como nunca imagens, música, autores, criação e não assegurar o cumprimento do direito da propriedade daquele que pôs toda sua emoção, seu talento e toda sua criatividade" na realização dessas obras.

"É um tema que é muito mais importante do que a simples questão econômica, porque o dia em que não se remunerar mais a criação, ela será morta", assegurou.

Sarkozy também se referiu à polêmica lei Hadopi, criada para lutar contra a pirataria na França, e assinalou que houve "muitos mal-entendidos" sobre o assunto, que classificou como "extremamente difícil".

Segundo a legislação atual, o descumprimento sistemático da lei por meio de downloads ilegais representará o corte temporário da conexão do titular, caso seja decidido pelos tribunais.

O internauta, que deverá continuar pagando pela conexão mesmo que não possa utilizá-la, poderá ainda ser multado em até 1.500 euros.    

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