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Sem subsídio não há competição em banda larga, diz Frost & Sullivan

Sem subsídio não há competição em banda larga, diz Frost & Sullivan

Atualizado: Quinta-feira, 12 Maio de 2011 as 2:33

nvestimentos significativos em cobertura de rede e infraestrutura, conectividade de alta velocidade e preços reduzidos para os serviços mais populares são fatores que vão assegurar a competitividade do mercado de serviços de banda larga, assim como, a inovação.

Aproveitar o potencial de serviços convergentes desse segmento na América Latina, que em 2010 registrou cifras de 9,16 bilhões de dólares, será um grande impulsionador para o desenvolvimento do mercado e de garantia de retorno sobre o investimento (ROI) para as Operadoras e Presatdores de Serviços de Telecom.

Estudo recente da Frost & Sullivan -- Latin American Broadband Services Markets 2010 -- concluiu que esse mercado gerou receita de 7,7 bilhões de dólares em 2009 e prevê que esse número chegue a 19,3 bilhões de dólares em 2015, principalmente devido à expansão de cobertura de redes ADSL e Cable Modem, principalmente, e devido ao aumento da competição.

Com significativas reduções de preços, o México emergiu como um dos países com os preços mais baixos de banda larga no mundo. Conseqüentemente, apresentou o maior aumento percentual na taxa de penetração doméstica na região - de 21,8 por cento em 2008 para 28,0 por cento em 2009. Este ambiente concorrencial irá definir o cenário para as fortes promoções de vendas e ofertas agregadas, o que, por sua vez, irá aumentar a absorção de serviço de banda larga.

"As redes de fibra e os subsídios do governo para estimular a penetração da banda larga nos segmentos de baixa renda são itens que deverão continuar promovendo o crescimento para o mercado", diz José Roberto Mavignier, Gerente de Indústria da Frost & Sullivan. "Como os mercados de serviços de banda larga na América Latina devem crescer mais rapidamente do que outros serviços de Telecomunicações, como telefonia fixa e voz móvel, as operadoras estão canalizando investimentos para expansão da rede e novas tecnologias, abrindo assim uma nova fase entre a concorrência."

Porém, devido à baixa penetração de PCs entre os grupos de baixa renda e aos desafios para demonstrar um ROI na infra-estrutura de banda larga, provedores de serviços são extremamente dependentes do governo para estimular a adoção de equipamentos habilitados à Internet, como PCs e notebooks. Eles buscam redução de impostos para serviços de banda larga e subsídios para a construção de infra-estrutura de rede e ampliação da cobertura de banda larga em locais remotos.

“Os investimentos em capacidade de rede e novas tecnologias permitem que operadoras de banda larga, em certa medida, compensem a falta de incentivos do governo, fornecendo novos serviços convergentes que ajudam a reter os clientes de alta renda", observa Mavignier. No entanto, os investimentos em redes de fibra óptica e uma ampla gama de planos acabam por promover um ambiente onde os participantes são pressionados a gerar receitas substanciais e a introduzir novos serviços constantemente. Em tal cenário, a consolidação do mercado para possibilitar a entrega de serviços integrados está se tornando tendência. Um exemplo é a fusão das operações regionais da América Móvil com a sua unidade fixa Telmex, bem como a Telefonica com sua operação móvel, a Movistar.        

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