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Serviços caros travam a revolução digital, diz inventor do celular

Serviços caros travam a revolução digital, diz inventor do celular

Atualizado: Quarta-feira, 4 Novembro de 2009 as 12

O inventor do telefone celular, Martin Cooper, afirmou nesta quarta-feira (4) que o mundo está à beira de uma revolução digital, mas, para que isso aconteça, os custos dos serviços precisam ficar cem vezes mais baratos.

Segundo Cooper, que participa de uma conferência internacional sobre proteção de dados e privacidade que acontece em Madri (Espanha), mais de 4 bilhões de pessoas utilizam telefones móveis apenas para falar.

Para que esses usuários usem o celular para outras coisas, o custo dos serviços precisa ficar mais barato, disse o engenheiro americano, que recentemente recebeu o Prêmio Príncipe de Astúrias de Pesquisa e Desenvolvimento.

Cooper destacou que, atualmente, desde a hora em que acordam, as pessoas deixam ''um rastro de bits'', seja utilizando o telefone, o computador ou o cartão de crédito, motivo pelo qual existe uma enorme quantidade de bancos de dados que armazenam essas informações.

O americano era engenheiro chefe da Motorola quando desenvolveu o protótipo do telefone celular. Fez a primeira ligação com um aparelho sem fio em uma rua de Manhattan (Nova York) no dia 3 de abril de 1973.

''O primeiro modelo de telefone celular pesava um quilo e só era possível falar por 20 minutos antes que a bateria acabasse. O que fizemos com este telefone foi criar uma revolução. Antes que o celular existisse, ligávamos para um lugar - agora ligamos para uma pessoa''.

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