Smartphones ofuscam tablets em feira de tecnologias móveis

Smartphones ofuscam tablets em feira de tecnologias

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:15

Na maior feira de tecnologias móveis do mundo, a Mobile World Congress, os tablets foram coadjuvantes diante de tantos lançamentos de smartphones, ou melhor, supersmartphones. As principais fabricantes de celulares (e até empresas mais conhecidas em outras áreas) mostraram que os futuros aparelhos estão mais potentes, mais rápidos, aptos a usar internet ultraveloz e, principalmente, querem descomplicar tarefas cotidianas nas nossas vidas. O evento foi realizado em Barcelona, de 27 de fevereiro a 1º de março.

A feira reuniu as principais fabricantes do mercado móvel – exceto Apple – e mostrou novas concorrentes: Asus, Panasonic, Acer e Fujitsu apresentaram smartphones “top de linha”.

Mas o grande destaque, sem dúvida, foi a nova geração de aparelhos com processador de quatro núcleos, que tornam os aparelhos mais rápidos e com consumo mais “inteligente” da bateria. Os três principais são o One X, da HTC; o Optimus 4X HD, da LG, e o Ascend P, da Huawei. Porém, esses aparelhos para a realidade brasileira ainda não são os mais indicados, pois dependem de conexão de internet móvel ultraveloz (como a LTE, ou Long Term Evolution) para serem aproveitados ao máximo.

Na prática, a história de o quad-core tornar o aparelho muito mais rápido é diferente: a sensação que se tem ao manejar um desses supersmartphones não é tão diferente assim. Isso não significa, no entanto, que as fabricantes estejam vendendo gato por lebre.

A questão é que para algumas tarefas mais pesadas – como por exemplos games com gráficos caprichadíssimos – você percebe a rapidez mais apurada ao abrir o aplicativo. Já para outras tantas ações corriqueiras, como enviar uma mensagem de texto ou abrir uma página de internet, mesmo que ocorram alguns milésimos de segundo mais rapidamente, isso passa despercebido.

Meio a meio

Outra tendência reforçada – e que também mostra uma relevância maior dos smartphones diante dos tablets – foi a presença de dispositivos híbridos, que as próprias fabricantes fazem questão de não “rotular”. Aqui no UOL Tecnologia, nos referimos a eles como os “smartphones de Itu”: ultraportáteis com tela de 5 polegadas, que mal conseguimos segurar com uma mão só.

Eles reúnem as vantagens de um tablet (navegação confortável na internet, bom para jogos e aplicativos de produtividade), sem deixar de lado as funções básicas de celular (fazem e recebem chamadas e SMS).

Nichos

Além de superpotentes, os celulares também estão ficando cada vez mais inteligentes: várias empresas lançaram aparelhos com suporte à tecnologia NFC (Near Field Communication ou campo próximo de comunicação). Com ela, basta aproximar o aparelho (nem precisa encostar!) de um terminal de pagamento, por exemplo, para que o valor da compra seja debitado no seu cartão. Em outro exemplo, o smartphone funciona como a chave de um carro, permitindo abrir a porta e até dar ignição no veículo.

Com a popularização desses celulares inteligentes, as empresas estão se esforçando para criar aparelhos para públicos cada vez mais específicos. A Doro apresentou um smartphone para idosos, que pode não ter um design arrojado como um iPhone, mas traz teclas grandes e botões para navegação na tela (caso a pessoa tenha dificuldade de operá-la com toques dos dedos).

Quem vem correndo por fora em meio a tantos lançamentos “superpotentes” é a Nokia. A empresa, que há um ano fechou parceria com a Microsoft para lançar smartphones com o sistema Windows, apresentou novidades mistas. Além de aparelhos com Windows Phone, a fabricante apresentou no evento um smartphone com uma supermegablaster câmera de 41 megapixels... mas com sistema Symbian. Teve também uma linha de celulares mais populares e “quase” inteligentes, também com a plataforma Symbian.

Tablets na turma quad-core

Não foram só os smartphones que ganharam versões mais velozes: os processadores de quatro núcleos já chegaram aos tablets.

Em uma apresentação para lá de bem humorada, Jonney Shin, presidente da Asus, mostrou o Transformer Pad 300, tablet que usa processador Tegra 3, vem com um teclado acoplável e design muito bem acabado. Assim como no caso dos smartphones, é necessário uma internet veloz para melhor aproveitamento do poder de processamento. Para jogos, principalmente os com gráficos mais pesados, o dispositivo é bem interessante.

Outro tablet quad-core apresentado foi o Ascend D, da Huawei, que usa o processador K3. Na primeira visita ao estande da empresa, ele estava atrás de um vidro; mas no dia seguinte, já estava “libertado” da redoma. O desempenho do tablet impressiona, assim como o concorrente da Asus, nos jogos.

Windows 8: para “inglês” ver

A Microsoft convocou uma coletiva de imprensa para mostrar a versão de testes voltada a consumidores do Windows 8 no último “dia útil” da feira (no dia seguinte, de fato o último, o público estava bastante reduzido).

Ao contrário de todas as outras fabricantes, que lançam uma novidade e deixam os produtos à mostra para teste, a Microsoft optou por não expor tablets com essa versão prévia do Windows 8 na feira. A única demonstração feita (e para público restrito) foi em um tablet da Samsung (assim como no evento para lançamento da versão para desenvolvedores, em setembro de 2011).

O novo sistema operacional traz mudanças radicais em relação ao Windows 7, pois passará a ter uma interface utilizável tanto em tablets como em desktops. A própria empresa alerta antes do download que o sistema pode sofrer modificações antes de ser liberado definitivamente.

MWC 2013: de casa nova

A feira neste ano teve público estimado em 67 mil pessoas de 205 países, maior que a realizada em 2011. O espaço onde foi realizada neste ano (chamado Fira Montjuic), apesar de imenso (58 mil m²), está pequeno para comportar tantas empresas e visitantes -- causando muito transtorno no trânsito no centro da cidade e sobrecarregando o transporte público. Em 2013, a feira terá um dia a menos e será realizada na Gran Via Fira de Barcelona, espaço com mais de 240 mil m², de 25 a 28 de fevereiro.

Com esse espaço, o Google certamente poderá repetir a atração de 2012, quando montou na feira um estande que mais parecia um parque de diversão. O que levou uma multidão para o local pode ser resumido em três tópicos: Ice Cream Sandwich (não o sistema operacional para portáteis, mas literalmente o doce), pelúcias fofas do Android e um escorregador (sim, um escorregador).

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