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Sociedade conectada: o Brasil cada vez mais online

Sociedade conectada: o Brasil cada vez mais online

Atualizado: Quinta-feira, 28 Outubro de 2010 as 9:01

Executivos de Telecom afirmam que educação, mobilidade, redes sociais e privacidade são assuntos quentes quando se fala na conectividade da população. O segundo dia do Futurecom 2010 contou com o painel “As Sociedades Conectadas influenciando a vida e mudando o comportamento das pessoas” para debater a nova cultura a qual o mundo, e em especial o Brasil, está inserido. Este painel empresarial premiu contou com a presença de representantes do governo e da indústria de Telecom, no âmbito das operadoras de telefonia e empresas de tecnologia.

“Quando se fala em mundo conectado, é inevitável falar sobre educação. Um dos problemas relacionados a isso é a gestão de escolas. Esse é um desafio que precisamos superar”, iniciou Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi. Para o executivo, o País tem infraestrutura e conteúdo para isso, porém, o que falta é a gestão disso.

Já Roberto Oliveira de Lima, presidente da Vivo, salientou a importância das políticas públicas para se estabelecer a internet nas instituições de ensino. O presidente da Nokia Siemens para a América Latina, Armando Almeida complementou dizendo que em recente pesquisa da companhia, um dos itens que a internet contribui com o desenvolvimento de um país é a massificação da alfabetização.

Mobilidade

Outra questão discutida foi a conexão por banda larga móvel. João Pedro Flecha de Lima, vice-presidente da Huawei no Brasil, sob a ótica da indústria, o futuro móvel está exatamente na internet rápida móvel. “Em três anos, ela (banda larga móvel) conseguiu o que a fixa atingiu em oito anos. Seu poder é imenso”. Mais uma vez foi dito que a tecnologia não é um problema, mas sim, como tornar viável a todas as camadas.

A visão da Ericsson, sob a afirmação de Lourenço Coelho, vice-presidente da companhia no País, é que a tendência é que todos os dispositivos utilizados estejam conectados, deve televisores até máquinas de lavar. “Nessa contagem, termos uma média de 10 aparelhos para cada pessoa. Com isso, temos que atender a todos de forma ordenada”.

Redes Sociais

Um fenômeno presente na cultura das sociedades conectadas são as redes sociais. Humberto Cagno, CEO da Siemens Enterprise Communications, salientou a vitória do Brasil no ranking dos países que mais acessam às ferramentas. Para o executivo, a barreira do uso pessoal e corporativo não existe mais. “A tendência é que todos façam a convergência e utilizam as ferramentas dentro do próprio dispositivo móvel”.

Concordando com a afirmação, o presidente da Vivo também afirmou que é difícil controlar o uso dessas redes. O que se deve fazer é procurar disseminar valor para que os usuários as utilizem de forma consciente. Para ele, o primeiro lugar do País no uso se dá pela própria cultura dos cidadãos em se relacionarem, o prazer na comunicação.

Privacidade

Uma das preocupações que assolam tanto as empresas quanto os usuários finais é a privacidade e segurança dos dados trafegados pela rede. O deputado federal Julio Semeghini salientou as discussões do Congresso Nacional sobre o assunto. Segundo ele, a instituição está pronta para tomar decisões sobre o assunto. “Temos leis esperando para serem votadas, a minha expectativa é de que depois do período eleitoral ou no máximo no começo do ano que vem, sejam colocadas em votação”.

Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, a regulação deve levar em consideração sobre o que não deve ser feito, impor limitações para, a partir daí, afinando a legislação. Roberto Oliveira Lima, da Vivo, também destacou que um dia a privacidade em si, será reduzida. “Cada vez mais as pessoas estão expostas, a tendência é aumentar. Por outro lado, haverá uma transparência unanima”. Transparência essa que, segundo Humberto Cagno, da Siemens, é um princípio sempre bom e é papel de todos serem contra qualquer imposição a isso.

  Por Fausto Fernandes     FONTE: IPNEWS.COM.BR

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