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Software da Poli (USP) ajuda empresas a gerenciar a segurança no trabalho

Software da Poli (USP) ajuda empresas a gerenciar a segurança no trabalho

Atualizado: Sexta-feira, 19 Setembro de 2008 as 12

Os índices de acidentes de trabalho no Brasil têm caído, mas não o suficiente para colocar o país em um patamar abaixo do ocupado por vizinhos na América Latina. Dados do último Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho apontam que, em 2006, 537.457 acidentes de trabalho foram registrados no Brasil, com um total de 2.717 mortes e 8.383 trabalhadores incapacitados.

Uma das causas deste índice elevado é que a maioria das empresas brasileiras ainda adota práticas reativas na segurança do trabalho, ou seja, poucas têm uma gestão efetiva dos riscos ocupacionais. Para contribuir para a mudança deste quadro, o engenheiro Reginaldo Pedreira Lapa desenvolveu uma metodologia de identificação de perigos e avaliação de riscos ocupacionais. A metodologia já foi testada em 15 empresas de diferentes portes e atividades econômicas.

Fruto de sua dissertação de mestrado no Departamento de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (PMI/Poli/USP), a metodologia recebeu, em 2006, o Prêmio "Empreendedores Criativos" da Fundação Ibero-Americana de Seguridade e Saúde Ocupacional (FISO). Para facilitar sua aplicação pelas empresas, a metodologia foi recentemente incorporada em um software.

O software registra e trata os dados dos acidentes de trabalho para gerar parâmetros efetivos para sua prevenção. "O programa, que pode ser integrado com outras áreas ou unidades da empresa, possibilita uma visão micro e macro da situação de risco, podendo monitorar tanto tarefas como processos", explica Lapa. Um dos diferenciais é a geração de indicadores de risco, que mudam conforme as medidas preventivas adotadas. "Com as informações fornecidas pelo software, é possível detectar o risco, tomar decisões e acompanhar o resultado", acrescenta Lapa.

 

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