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Sucesso do iPad anima concorrentes no mercado de tablets

Sucesso do iPad anima concorrentes no mercado de tablets

Atualizado: Segunda-feira, 12 Abril de 2010 as 12

Ele não é um computador, não substitui seu telefone celular, e não traz nenhuma tecnologia nova para o consumidor. Ele não é nem mesmo o primeiro de sua classe a chegar ao mercado. Ainda assim, o iPad, tablet da Apple que chegou às lojas nos Estados Unidos no sábado, dia 3, á é um marco na transição entre um modelo computacional apoiado nos PCs e a chamada computação móvel.

Apoiado na capacidade da Apple de gerar interesse no consumidor e no sucesso do "ecossistema" iPhone, o iPad conseguiu, enfim, transformar os tablets em uma realidade no mercado. Há mais de 15 anos a indústria de computadores tenta lançar produtos neste formato, sem sucesso.

A Apple afirma ter vendido mais de 300 mil iPads no dia de lançamento do produto, incluindo as entregas das pré-encomendas, canais de parceria lojas Apple Store. Ao final de 6 dias, foram 450 mil unidades. Os números fizeram a empresa acreditar que a previsão de colocar 5 milhões de iPads nas ruas até o fim de 2010 foi, na verdade, tímida.

O sucesso do iPad poderia ser visto com preocupação pelos concorrentes. Mas por se tratar de um território praticamente virgem, o bom desempenho serve, na verdade, como estímulo para a chegada dos equipamentos das concorrentes. A HP, parceira da Microsoft, já prepara a chegada de seu Slate. Representantes da fabricante de processadores gráficos e sistemas integrados nVidia estiveram no Brasil também para divulgar a tecnologia Tegra, que estará presente em diversos modelos previstos para chegar ao mercado à tempo das vendas para o Natal de 2010.

Saiba quais são as características do mercado de tablets e conheça o que a Apple e seus concorrentes pretendem oferecer nos próximos meses.

O iPad não roda Flash. Faz falta?

Por mais que a Apple defenda que a tecnologia Flash será substituída em breve por funções integradas ao padrão HTML5, fato é que muitos sites utilizam elementos em Flash. Ou seja: boa parte da internet atual - e uma quantidade imensa de páginas antigas que jamais serão atualizadas, mas que servirão como referência  - segue incompatível com o iPad.

Não é um problema que inviabiliza a utilização do iPad, mas não deixa de ser um incômodo. E esse é um dos pontos fracos que os concorrentes devem explorar. Em um dos vídeos de demonstração do Slate, a HP fez questão de demonstrar que o aparelho é capaz de ler a internet com todos seus elementos atuais.

O chip Tegra, da Nvidia, também tem poder suficiente para rodar Flash. Os primeiros equipamentos que utilizam o Tegra chegarão com o sistema operacional Android, da Google, que também não faz restrições ao uso de Flash.

Comprei um notebook antes da chegada do iPad. Fiz um mau negócio?

Depende do uso que você fará do equipamento. Para quem escreve e edita textos longos, por exemplo, o computador tradicional ainda é ideal. O mesmo serve para quem usa a máquina para programar, para editar vídeos e jogar games de última geração.

Mas para quem pretende apenas navegar pela internet, consumir mídia digital e encontrar os amigos em redes sociais, os tablets oferecem algumas vantagens em relação ao tradicional modelo da "televisão com uma máquina de escrever acoplada". A portabilidade, a autonomia da bateria - que chega a 12h, segundo os primeiros testes - e a facilidade de uso são os grandes trunfos do iPad.

Além do Flash, o que mais os concorrentes podem oferecer?

Por ser um sistema mais fechado, no qual todo aplicativo precisa ser aprovado pela Apple, o iPad tem problemas que podem desagradar tanto os consumidores finais quanto as operadoras de telefonia móvel, que devem ser as grandes revendedoras de tablets.

Os concorrentes oferecem produtos mais abertos, baseados em plataformas como o Android, da Google. Nelas, é possível adaptar o produto para as necessidades dos consumidores e das vendedoras, criando lojas de aplicativos que normalmente não seriam aprovados pela política restritiva da Apple.

Sistemas dotados do chip Tegra, da Nvidia, podem ser construídos com tamanhos de tela diferentes, com câmeras para captura de vídeo ou conferências com imagens, entradas USB e até saídas de vídeo para televisão. Essa flexibilidade supera, em muito, o modelo de negócios da Apple, que vende o iPad apenas com diferenças de conectividade (com ou sem 3G) e capacidade de armazenamento (entre 16 GB e 64 GB).

Por: Leopoldo Godoy

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