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Tecnologias da Amazônia na mesa do consumidor

Tecnologias da Amazônia na mesa do consumidor

Atualizado: Segunda-feira, 26 Abril de 2010 as 12

Até o dia 2 de maio os moradores de Brasília poderão conferir mais de 200 novas tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Essas novidades estão na 7ª Feira Ciência para Vida, na sede da empresa, em Brasília, aberta no sábado, 24. A idéia da feira é aproximar o consumidor da pesquisa e mostrar-lhe o que está por trás de cada produto que chega à sua mesa.

A exposição vai mostrar como a pesquisa agropecuária influencia na produção de alimentos essenciais como carnes, leites, pães, frutas, ovos, arroz, feijão e legumes, tornando-os mais baratos, nutritivos e com menos impacto ao meio ambiente. Nos 12 mil metros quadrados da exposição o visitante poderá ver animais de criação e silvestres, entre os quais jacarés, aves, caprinos, ovinos, suínos, eqüinos e bovinos, araras, tucanos, tartarugas, papagaios, macacos, tamanduás, entre outros.

O álcool etílico e o óleo de pinhão mansão também estão entre os produtos que podem ser conferidos na 7ª Feira Ciência para Vida. Os dois produtos foram criados pela Embrapa Agroenergia.

Néctar misto de açaí

As novidades vieram de lugares mais diversos do País e resultam de anos de pesquisa. Entre as tecnologias vindas da Amazônia se destacam o néctar misto de açaí e o mingau de farinha de banana. O néctar misto reúne a força do açaí, o sabor do cupuaçu e a energia do guaraná, produtos oriundos da Amazônia brasileira.  E um detalhe importante: é produzido sem conservantes e pode ser armazenado em temperatura ambiente por até seis meses.

O néctar misto de açaí foi criado no laboratório de tecnologia de alimentos da Embrapa Acre pela pesquisadora Joana Maria Leite. É uma bebida rica em antocianina (composto antioxidante que combate os radicais livres do corpo humano). O néctar pode ser utilizado como suplemento alimentar por ser de fácil absorção e rico em calorias, afirma o analista da Embrapa Acre, Vlayrtom Maciel.

Outra iguaria originária do Acre poderá ser conferida na Cozinha Experimental do Ciência para a Vida. Vlayrtom Maciel mostrará aos visitantes como se prepara o mingau de farinha de castanha-do-Brasil enriquecido com farinha de banana. O alimento pode ser utilizado na merenda escolar e como fonte de nutrientes para reduzir os índices de desnutrição infantil.

Segundo a pesquisadora Joana Maria Leite na mistura todas as vitaminas da banana são agregadas a da castanha-do-Brasil. "E não é um alimento apenas nutritivo, mas também saboroso, a aceitação da farinha de castanha entre as crianças foi de 89%". A mistura também tem a vantagem de ser prática: pode ser preparada em casa.

Novos produtos lançados

A Embrapa utilizará a feira para lançar 15 novos produtos agropecuários no mercado. Entre eles o Tag Ativo, um sistema de rastreabilidade para bovinos com tecnologia 100% nacional, que reduz o tempo gasto na fiscalização, substitui o uso de formulários preenchidos à mão e evita fraudes.

De acordo com a analista da Embrapa Pecuária Sudeste, Milena Teles, o sistema integra os três elos da cadeia produtiva. A tecnologia irá integrar pecuaristas, as barreiras sanitárias e os frigoríficos e ainda beneficiar os consumidores que terão, na mesa, um produto mais confiável. O produto criado pela Embrapa coleta e armazena informações dos identificadores eletrônicos (anéis) colocados na orelha dos bovinos. O Tag Ativo é colocado junto com os animais nos caminhões que fazem o transporte.

Nas barreiras de fiscalização, haverá outro dispositivo eletrônico que captará as informações do Tag Ativo quando o veículo passar pelo local. O objetivo é reduzir o tempo de fiscalização e possibilitar a inspeção de 100% dos veículos, informando quantos e quais animais trafegaram pelas barreiras. "Por exemplo, se houver um caso de febre aftosa no país e um caminhão estiver ultrapassando as barreiras estaduais irregularmente será descoberto", explica Milena.

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